A primeira-ministra, Benvinda Levi, afirmou esta quinta-feira (13), em Maputo, que nove dos dez casos de rapto registados no País desde o início do ano foram esclarecidos, com as vítimas devolvidas ao convívio familiar. A governante destacou o resultado como sinal de “relativas melhorias” na segurança pública, apesar de admitir a persistência de “resquícios de violência”.

“Mercê das diligências e das acções coordenadas entre as diferentes instituições que garantem a ordem, segurança e tranquilidade públicas, assim como da colaboração das comunidades, dos 10 casos de raptos registados no presente ano, nove foram esclarecidos”, declarou Levi, durante uma sessão de prestação de informações aos deputados, na Assembleia da República, segundo informou a Lusa.

A governante assegurou que as autoridades policiais continuarão a actuar para deter os autores destes crimes, com vista a que sejam levados à barra da Justiça. “As autoridades continuam a trabalhar para o combate e esclarecimento de todos os casos de rapto, em coordenação com instituições nacionais e estrangeiras”, acrescentou.

A criminalidade organizada, e em particular os raptos de empresários e seus familiares, tem sido um dos fenómenos mais preocupantes no país. Segundo dados divulgados pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), cerca de 150 empresários foram raptados nos últimos 12 anos, e pelo menos uma centena deixou o País por receio.

Na véspera, o Presidente da República, Daniel Chapo, reconheceu que, embora o número de raptos esteja a diminuir, o objectivo do Governo é atingir “zero raptos”, considerando o fenómeno um “mal” que atrasa o desenvolvimento económico e afasta investimentos.

Entre Janeiro e Outubro de 2025, o País registou 8446 casos criminais, uma redução face aos 9029 casos contabilizados no mesmo período do ano anterior, segundo dados apresentados pela primeira-ministra. No mesmo período, foram neutralizados 826 grupos criminosos, contra 679 em 2024.

“Estas quadrilhas estavam envolvidas na prática de diversos crimes, com destaque para roubos com uso de armas de fogo e armas brancas, homicídios, narcotráfico e contrafacção de moeda”, especificou a chefe do Executivo.

Levi denunciou ainda o aumento dos ataques contra membros das forças da ordem, indicando que sete agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) e um do Serviço Nacional de Investigação Criminal foram assassinados este ano. “Trata-se de actos hediondos e condenáveis, que merecem a atenção de todos. Foram instaurados os correspondentes processos-crime para responsabilizar os envolvidos”, garantiu.

A governante concluiu que, apesar da existência de focos de violência, Moçambique tem registado progressos na manutenção da ordem e da segurança públicas, graças ao esforço conjunto das instituições estatais e das comunidades.a d v e r t i s e m e n t

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