O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, rejeitou a imposição de uma tarifa de 30% pelo Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, a partir do próximo mês, afirmando que ela se baseia numa visão imprecisa do negócio entre os dois países e que as negociações com os EUA continuarão.
De conciliação com um item publicado pela Reuters, Trump intensificou a guerra mercantil que começou em Abril, informando, na segunda-feira, 14 países, incluindo a África do Sul, que enfrentarão tarifas “recíprocas” significativamente mais altas a partir de 1 de Agosto.
O país africano tem tentado negociar um conciliação mercantil com os EUA desde Maio, mas ainda não chegou a um consenso sobre os termos.
“A África do Sul sustenta que a tarifa recíproca de 30% não é uma representação precisa dos dados comerciais disponíveis”, declarou Ramaphosa num expedido divulgado na segunda-feira (7).
Segundo o governante, a tradução da África do Sul é a que a sua tarifa média sobre produtos importados seria de 7,6% e que 77% dos produtos norte-americanos não enfrentariam taxas no seu país.
Cyril Ramaphosa destacou que teria sido positivo se Trump tivesse afirmado que a tarifa de 30% poderia ser modificada dependendo do resultado das negociações comerciais, e exortou as empresas sul-africanas a diversificarem-se.
No entanto, o ministro da Cultura, John Steenhuisen, e grupos que representam os agricultores e a indústria vinícola referiram que levaria tempo para invadir novos mercados de exportação.
O representante salientou que a equipa de Trump desejava, inicialmente, ver “mais desejo” nas propostas comerciais da África do Sul: “Precisamos de tentar deslindar justamente qual é a posição dos EUA, o que eles realmente desejam, e se isso está ao nosso alcance”, afirmou.
A África do Sul propôs, pela primeira vez, um conciliação mercantil em Maio, quando Trump recebeu Ramaphosa na Moradia Branca e lhe apresentou alegações de um “genocídio” contra os brancos naquele país.
Os EUA são o segundo maior parceiro mercantil bilateral da África do Sul, depois da China.
Além de peças automóveis e outros produtos manufacturados, o país exporta produtos agrícolas para os EUA, porquê frutas, vinho e nozes. Os exportadores de vinho estão a explorar opções, porquê ajustes de preços e redireccionamento de stock, para gerir o impacto da tarifa de 30%, segundo o grupo do sector Agri SA.
De conciliação com a organização, os produtores de citrinos podem suportar uma perda significativa de quota de mercado para concorrentes porquê o Chile e o Peru, sinalizando também potenciais impactos sobre os produtores de outras frutas e itens, porquê pele de avestruz.
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