advertisemen tO primeiro-ministro português, Luís Montenegro, afirmou nesta segunda-feira, 24 de Novembro, que o estreitar das relações entre África e Europa “pode e deve ser maior” e é determinante para a evolução económica dos dois continentes e para a prevenção de conflitos. Em declarações aos jornalistas à margem da 7.ª Cimeira União Africana-União Europeia, que arrancou na segunda-feira em Luanda, Angola, e termina nesta terça-feira (25), Montenegro destacou o “grande entendimento” entre os dois blocos em matérias essenciais, entre as quais a valorização do multilateralismo como caminho para “um mundo mais seguro, com mais paz e segurança.” No entanto, Montenegro sublinhou que este estreitar das relações “pode ser maior”. “Saímos daqui com a convicção de que este estreitar de relações entre Europa e África pode e deve ser cada vez maior, porque é determinante para a evolução económica dos dois continentes, para resolver os problemas concretos das populações e, por exemplo, moderar fluxos migratórios que tantas vezes resultam da falta de oportunidades económicas”, afirmou. Montenegro referiu que estes desafios colocam também pressões sobre os equilíbrios mundiais, num contexto em que “há uma confluência de posicionamentos” que Portugal tem assinalado em várias ocasiões. “Tenho dito muitas vezes que isto corresponde à forma como Portugal sempre se afirmou no mundo: é um país construtor de pontes, que aproxima culturas e povos”, declarou, acrescentando que “nada melhor do que estar aqui em Luanda, 50 anos depois da independência desta nação, para o podermos afirmar de forma aberta, tranquila e, diria mesmo, exemplar.” O governante salientou que Portugal tem “uma autoridade singular para dizer ao mundo” que é possível ter mais desenvolvimento e evitar muitos dos conflitos que hoje existem na Europa e em África. “Mas, para isso, temos de cooperar mais e ter uma cultura de diversificação e interacção com todos os blocos comerciais e políticos do mundo”, argumentou. Antes da cimeira, Montenegro encontrou-se com o Presidente angolano, João Lourenço, no Palácio Presidencial, naquela que foi a quarta reunião desde Julho de 2024, para dar continuidade ao “estreitar de relacionamento” e ao trabalho de cooperação que tem vindo a intensificar-se. “Estamos num ponto em que trocamos experiências e temos objectivos que também se traduzem para a cooperação UE-UA, por exemplo, na transição energética, sustentabilidade ambiental, participação em organizações internacionais, processos de paz ou governação”, enumerou, salientando que estas são áreas em que Portugal tem estado envolvido. “Saímos daqui com a convicção de que este estreitar de relações entre Europa e África pode e deve ser cada vez maior, porque é determinante para a evolução económica dos dois continentes, para resolver os problemas concretos das populações e, por exemplo, moderar fluxos migratórios que tantas vezes resultam da falta de oportunidades económicas.” Luís Montenegro, primeiro-ministro de Portugal No que diz respeito à sustentabilidade ambiental, o primeiro-ministro destacou o mecanismo “inovador” de conversão de dívida em investimento ambiental, já aplicado em Cabo Verde e em fase de preparação em São Tomé e Príncipe. “Não quero usar a expressão perdão da dívida, uma vez que não pretendo que seja entendida dessa forma, mas sim como um investimento na humanidade e no bem comum de todos nós, e é isso que estamos a fazer”, anuiu. O governante apontou também a participação de militares portugueses em missões de paz na República Centro-Africana, no norte de Moçambique, em Cabo Delgado, entre outras operações que visam salvaguardar zonas de maior conflitualidade, bem como no domínio marítimo. Montenegro mencionou a necessidade de reprogramar o funcionamento das Nações Unidas para que as deliberações, tanto da Assembleia Geral como do Conselho de Segurança, possam ser eficazes, e lembrou que Portugal propôs uma reformulação do Conselho de Segurança com maior representatividade de algumas geografias, “em particular do continente africano.” Fonte: Lusa

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