
A Suíça está determinada a permanecer fora do radar das tarifas mais penalizadoras da gestão Trump. A Presidente do país, Karin Keller-Sutter, tem voo marcado para esta terça-feira com rumo a Washington, num último esforço para conseguir evitar as taxas aduaneiras de 39% impostas pelo líder norte-americano na semana passada – antes que o prazo estabelecido para os parceiros comerciais dos EUA chegarem a um combinação com a Vivenda Branca chegue ao término. O Governo suíço descreve esta viagem porquê uma forma de “facilitar encontros com as autoridades dos EUA a curto-prazo” e refere que vai ser apresentada uma “proposta mais atrativa”. No entanto, o gabinete da Presidente do país não esclarece se Keller-Sutter vai reunir com o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, nem que concessões vai levar para cima da mesa de negociação. A implementação de tarifas de 39% à ingresso de produtos suíços em território dos EUA representou um volte-face para Berna, que considerava que as conversações com Washington estavam a encaminhar-se para um bom desfecho. De combinação com a Bloomberg, caso as taxas aduaneiras acabem por permanecer nesta magnitude, 1% da economia suíça pode estar ameaçada no médio-prazo. Berna assinala que as tarifas anunciadas a 31 de julho iriam abranger muro de 60% das exportações suíças para os EUA, o que, sublinha, significaria que a Suíça enfrentaria taxas alfandegárias muito superiores a outros parceiros comerciais comparáveis dos Estados Unidos, citando os casos da União Europeia (15%), Reino Uno (10%) e Japão (15%). O Governo suíço frisa também que o excedente mercantil do país face à maior economia mundial não resulta de “quaisquer práticas injustas de concorrência” e lembra que desde 1 janeiro de 2024 a Suíça aboliu as tarifas sobre todos os produtos industriais. Isto, salienta, “significa que mais de 99% dos bens oriundos dos EUA podem ser exportados para a Suíça sem qualquer taxa aduaneira”. Défice mercantil dos EUA acelera em 2025 No ano pretérito, a Suíça importou 25 milénio milhões de bens dos EUA e exportou 63,3 milénio milhões de dólares território norte-americano – um valor que representa um sexto do totalidade das exportações do país. O excedente mercantil com os EUA cifrou-se nos 38,3 milénio milhões de dólares, um número que Donald Trump está determinado a diminuir com o país europeu e com o resto dos seus parceiros comerciais. No entanto, nos primeiros cinco meses do ano, os EUA reforçaram a sua subordinação mercantil face à suíça e os valores já superam os do ano pretérito. Entre janeiro e maio, o país importou 71,8 milénio milhões em bens, enquanto as exportações alcançaram os 23,9 milénio milhões, colocando o défice mercantil em 47,9 milénio milhões – bastante superior do ano pretérito, com base em dados oficiais do gabinete dos censos dos EUA. 2012 foi mesmo o último ano em que os EUA tiveram um excedente mercantil com o país europeu.
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