
Ásia fecha novamente em máximos. Japão regista ganhos contidos com Takaichi a assumir cargo de PM Os principais índices asiáticos fecharam, à semelhança de ontem, em novos máximos, com as bolsas japonesas a conseguirem registar ganhos contidos, com a eleição de Sanae Takaichi para primeira-ministra do Japão a fazer recuar ligeiramente os índices. Já pela China, os investidores continuam a beneficiar de um atenuar das tensões comerciais entre Pequim e Washington, numa altura em que os futuros europeus negoceiam com poucas alterações. Todos os principais índices da região terminaram a sessão em máximos de fecho. Pelo Japão, o Nikkei subiu 0,24% e o Topix ganhou ligeiros 0,0015%. Já o sul-coreano Kospi avançou 0,30%. Na China, o Hang Seng de Hong Kong valorizou 1,26% e o Shanghai Composite ganhou 1,35%. As ações japonesas oscilaram na sessão desta terça-feira e o iene caiu quando Sanae Takaichi venceu uma votação parlamentar crucial para se tornar primeira-ministra. E “dados os ganhos mensais significativos nos índices de ações japoneses, alguns investidores provavelmente estavam à espera de uma oportunidade para realizar lucros”, fator que influenciou também a subida contida entre os índices, disse à Bloomberg Takehiko Masuzawa, da Phillip Securities Japan. “O foco do mercado agora mudará das expectativas para o desempenho real” do governo de Takaichi, acrescentou a especialista, lembrando que a agora primeira-ministra é adepta de maiores gastos fiscais, sendo que Takaichi já divulgou planos para injetar mais gastos governamentais em indústrias estratégicas, como defesa, tecnologia, cibersegurança e energia nuclear. Nesta linha, desde que o primeiro-ministro cessante, Shigeru Ishiba, se demitiu, o Nikkei subiu quase 15%, superando os ganhos de 3,9% do S&P 500 – “benchmark” norte-americano. As ações globais subiram para novos máximos desde o “sell-off” de abril, com os investidores a apostar que os milhares de milhões gastos pelas empresas em inteligência artificial irão render lucros às cotadas ligadas a esta área, à medida que se aproxima o início de divulgação de contas das “big tech” norte-americanas. E espera-se que os investidores se mantenham dispostos a assumir riscos até ao final de outubro, quando ocorrerá o Quarto Plenário do Partido Comunista chinês e, possivelmente, a reunião entre Trump e Xi Jinping, numa altura em que o mercado está focado no progresso das negociações comerciais entre os EUA e a China. Embora o presidente Donald Trump tenha reiterado a sua ameaça de aumentar as tarifas sobre os produtos chineses “se não houver um acordo” até 1 de novembro, o republicano disse que planeia reunir-se com o presidente Xi Jinping na próxima semana.
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