A companhia pátrio Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) fez saber que os seus prejuízos aumentaram em 2023 para 3,9 milénio milhões de meticais (60,5 milhões de dólares), situação que obrigou o Estado a injectar milénio milhões de meticais (15,5 milhões de dólares) na empresa ao longo daquele ano. De pacto com a informação divulgada no mais recente relatório de Demonstrações Financeiras, citado pela Lusa, apesar dos prejuízos acumulados, no período em estudo, a venda de serviços da LAM cresceu 4% para 8,8 milénio milhões de meticais (124 milhões de dólares) e encerrou com um capital próprio de 19,6 milénio milhões de meticais (304 milhões de dólares) e com activos correntes a serem inferiores aos passivos correntes no montante de aproximadamente 18,6 milénio milhões de meticais (288 milhões de dólares). Perante estes números, a transportadora revela que teve a sua perenidade em desculpa e que, “consciente da situação, o parecer de governo efectou apelos aos accionistas através de várias exposições feitas sobre a situação da empresa, tendo proposto medidas, algumas de índole de pequeno prazo e outras estratégias, de modo a manter a sua sustentabilidade.” O relatório frisou ainda que, em Outubro de 2024, a LAM obteve o compromisso do accionista maioritário de conceder recursos necessários para permitir à companhia executar as suas obrigações e compromissos com terceiros, mediante uma “carta-conforto”, emitida pelo Instituto de Gestão de Participações do Estado (IGEPE). O Presidente da República Daniel Chapo afirmou que há “raposas e corruptos” na LAM que impediram a sua renovação Há vários anos que a LAM enfrenta problemas operacionais relacionados com uma frota reduzida e falta de investimentos, com registo de alguns incidentes, não fatais, associados por especialistas à deficiente manutenção das aeronaves. Em Fevereiro, o Executivo anunciou a doidice de 91% das acções do Estado na companhia aérea através de negociação privado. O valor estimado a ser arrecadado com esta venda, tapume de 130 milhões de dólares (8,3 milénio milhões de meticais), deverá destinar-se à compra de oito novas aeronaves e à renovação da empresa. Por sua vez, o Instituto de Gestão das Participações do Estado, reunido em assembleia-geral extraordinária da LAM, decidiu pela cessação de funções do presidente do parecer de governo (PCA) Marcelino Gildo Alberto e dos administradores dos pelouros das Finanças, Recursos Humanos e Serviços Corporativos, Altino Xavier Mavile, e do Técnico e Operacional, Bruno Miranda. No mesmo encontro, houve a aprovação da nomeação de um parecer de governo não executivo, formado por representantes das empresas estatais que, oriente ano, passaram a ser accionistas da companhia aérea, nomeadamente a Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM), a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) e a Empresa Moçambicana de Seguros (Emose). Foi ainda aprovada a nomeação de uma “percentagem de gestão, subordinada ao parecer de governo não executivo, com funções executivas, encarregada de conduzir a gestão da empresa e prometer a perenidade das operações.” Em Maio, o Governo contratou a Knighthood Global para liderar a novidade tempo da renovação financeira e operacional da LAM. À empresa, liderada por James Hogan, macróbio presidente da Etihad Airways, foi oferecido um prazo de três meses para estabilizar e reposicionar a transportadora aérea moçambicana. “O foco nos primeiros três meses será estabilizar e reposicionar a LAM”, referia a nota da consultora, sublinhando que trabalharia em pronunciação com os novos accionistas, com procuração para comprar novas aeronaves e reconstituir a frota.
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