advertisemen tO mercado de combustíveis do Zimbabué mantém a sua resiliência, com os preços do gasóleo a fixarem-se em 1,55 dólares por litro pelo terceiro mês consecutivo. A informação foi confirmada pela Autoridade Reguladora de Energia do Zimbabué, mostrando uma estabilidade rara num sector sensível da economia do país. Esta estabilidade contrasta com as flutuações observadas no mercado internacional de combustíveis. Enquanto os preços internos se mantêm constantes, os valores globais continuam voláteis devido a factores externos complexos. As previsões apontam para quedas significativas nos preços internacionais no final deste ano e início de 2026. O aumento das reservas de petróleo dos países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) é o principal factor por detrás desta descida, embora outros elementos possam contrariar esta tendência. Entre esses elementos estão as tensões geopolíticas, interrupções na cadeia de abastecimento e a crescente procura global, factores que podem provocar picos temporários de preços, aumentando a volatilidade mesmo com a tendência de queda no médio prazo. No primeiro semestre do ano, os preços globais dos combustíveis já registaram uma forte descida. Um excesso de oferta, a redução da procura e factores geopolíticos levaram os preços aos níveis mais baixos dos últimos quatro anos, antes de surgir uma ligeira subida nos meses seguintes. No Zimbabué, esta estabilidade prolongada foi bem recebida por empresas e consumidores. A gasolina seguiu a mesma trajectória, caindo ligeiramente de 1,56 dólares por litro em Agosto para 1,55 dólares em Setembro, reforçando a previsibilidade do sector. Kelvin Mombe, empresário no sector da logística e transportes, destacou os benefícios desta estabilidade. “A estabilidade é tudo”, afirmou. “Saber que o gasóleo custa 1,55 dólares hoje, na próxima semana e no próximo mês, permite-me fazer orçamentos, aceitar novos contratos e servir os meus clientes sem medo de aumentos repentinos. Não se trata apenas de poupar alguns cêntimos, mas de poder planear e expandir”, concluiu. Fonte: The Herald
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