Alessandro Gropelli falava no segundo e último dia do 34.º congresso da APDC que está a decurso na Culturgest, em Lisboa, com o mote ‘Business & Science Working Together’ (Negócio & Ciência a Trabalhar Juntos).
“Somos muito bons em análises na Europa. Às vezes, somos menos bons em agir e mudar as coisas”, afirmou o responsável da Connect Europe, que representa as principais empresas fornecedoras de redes e serviços de conectividade na Europa.
“Se olharmos para as políticas, somos um setor regulamentado, fomos um dos primeiros a ser regulamentados nos anos 90, o que devemos observar para saber se uma mudança positiva virá da UE”, questionou.
Primeiro, “haverá graduação? Conseguem imaginar 40, 50 pequenas operadoras de telecomunicações europeias competindo globalmente e sentadas à mesma mesa que gigantes da tecnologia uma vez que Meta ou Netflix”, perguntou Alessandro Gropelli.
“Precisamos de graduação, precisamos de operadoras de telecomunicações maiores”, defendeu, apontando que é preciso estar vigilante à revisão das diretrizes de fusões da União Europeia (UE), em que a grande questão é se a Europa vai expressar que a única função dos operadores é manter os preços baixos ou também promover a qualidade e fortalecer complexos industriais.
Depois, “haverá mais investimento em redes”, uma segunda questão sobre a qual é preciso permanecer ‘de olho’ no Do dedo Networks Act (regulação sobre redes digitais).
A UE “vai fazer uma grande reforma nas leis que regulam as telecomunicações com o objetivo de preencher essa vazio”, disse.
“É incabível que tenhamos 45 milhões de pessoas desconectadas da fibrilha em 2030” e a regulação “precisará de nos ajudar a realizar esse investimento maior”, apontou.
Por último, “mas não menos importante, haverá mais inovação”, questionou, apontando que é preciso atenção sobre as regulações sobre ‘cloud’ e lucidez sintético (IA).
“Está a chegar, a desejo é reformar as regras para que os europeus possam federar as suas ‘clouds’ e desempenhar um papel no jogo” da IA, dos dados, da ‘cloud’, “de forma justa em conferência com os ‘players’ globais”, acrescentou durante a sua mediação no congresso.
“Seremos capazes, uma vez que indústria, uma vez que governos e uma vez que Percentagem Europeia, de desenvolver em conjunto uma visão para o porvir de um setor, o das telecomunicações, que, com suas redes e serviços, permitirá o porvir e o prolongamento porvir para as décadas de 2030 e 2040”, questionou, apontando três “ingredientes” para esta receita.
A primeira é desregulamentar: “na Europa, precisamos escolher quais regras são essenciais e precisamos mantê-las porque elas definem-nos uma vez que europeus que se preocupam com a sociedade, que se preocupam com o clima, que se preocupam com as pessoas”, prosseguiu.
“Mas vamos remover todas as regras sobrepostas, toda a confusão que criamos ao longo dos anos”, defendeu.
A segunda é graduação, o setor precisa de crescer: “Porquê europeus, precisamos considerar-nos um continente que atua ao nível global, não unicamente uma vez que vizinhos que atuam entre um país e outro”, sublinhou.
Em síntese, “um grande mercado único que compete globalmente em graduação”.
Por último, “inovar” porque “temos dito não à inovação há muito tempo”, adiantou.
De convénio com o diretor-geral da Connect Europe, é preciso mais espaço para a inovação europeia, porque se a Europa não fizer, os outros farão.
“Se quisermos ser independentes, capazes, se quisermos dar ao nosso povo a capacidade de ser fortalecido pela tecnologia europeia e não unicamente pela chinesa e americana, o que é bom e precisamos continuar a colaborar com eles, mas precisamos ter a desejo de desenvolver a nossa própria tecnologia, dá-la aos nossos filhos e gerar prolongamento para o porvir”, concluiu o diretor-geral.
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