O Presidente da República (PR), Daniel Chapo, votou a favor da suspensão da Guiné-Bissau das actividades da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da assunção interina da presidência da organização por Timor-Leste. A decisão visa salvaguardar a democracia, a ordem constitucional e a credibilidade da comunidade lusófona. A posição foi assumida durante a 1.ª Conferência Extraordinária de chefes de Estado e de Governo da CPLP, realizada esta terça-feira (16), por via virtual. O encontro foi convocado para analisar a situação política na Guiné-Bissau, na sequência do golpe de Estado ocorrido a 26 de Novembro. Na sua intervenção, Daniel Chapo considerou a medida necessária para garantir uma resposta firme e concertada da CPLP perante a ruptura institucional naquele país. Defendeu, por isso, a protecção dos princípios democráticos que orientam a organização. A decisão surge num contexto em que a Guiné-Bissau passou a ser governada por militares, liderados pelo general Horta Inta-A Na Man, após a interrupção do processo eleitoral e a tomada do poder pelas forças armadas. “Queremos apoiar as decisões submetidas à consideração da cimeira pelos ministros, nomeadamente: primeiro, a suspensão da Guiné-Bissau das actividades da CPLP até que a ordem constitucional seja reposta; e, segundo, a eleição da República Democrática de Timor-Leste como presidente em exercício, de forma interina, da CPLP”, declarou o PR moçambicano. Segundo Daniel Chapo, os Estados-membros da CPLP, incluindo Moçambique, mantêm total disponibilidade para trabalhar com a Guiné-Bissau no sentido da reposição da ordem constitucional, criando condições para que o povo guineense volte a viver em paz e estabilidade. O chefe de Estado sublinhou ainda que a crise na Guiné-Bissau constitui motivo de preocupação para toda a comunidade lusófona. Recordou que o país é um dos membros fundadores da CPLP e que, em Julho último, acolheu a cimeira da organização, assumindo a presidência rotativa por um período de dois anos. Para o Presidente da República, a realização da conferência extraordinária representou uma oportunidade para aprofundar o diálogo e o entendimento sobre a situação política na Guiné-Bissau e as suas implicações no seio da CPLP, reforçando o papel da organização como instrumento de concertação política e diplomática. No mesmo encontro, os chefes de Estado e de Governo da CPLP condenaram de forma veemente a interrupção do processo eleitoral na Guiné-Bissau, exigiram a libertação imediata e incondicional de todas as pessoas detidas e saudaram a disponibilidade de Timor-Leste para assumir a presidência interina da organização, com o apoio da União Africana, da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e de outros parceiros internacionais. Fonte: Agência de Informação de Moçambique (AIM)advertisement

Post a comment

Your email address will not be published.

Related Posts