O Presidente da República, Daniel Chapo, pediu, nesta terça-feira, 17 de Junho, acções imediatas e conjuntas entre os países africanos para travar a “crescente” ameaço da seca e o progresso “implacável” da desertificação no continente. informou a escritório Lusa.
“Em toda a África, a crescente ameaço da seca e o progresso implacável da desertificação estão a colocar milhões de pessoas em risco”, alertou o encarregado do Estado, defendendo que é preciso “agir agora”.
Falando durante uma conferência, em formato virtual, alusiva ao Dia do Combate à Desertificação em África, Daniel Chapo salientou que “as soluções estão ao alcance” do continente e reconheceu que a desertificação e a seca são desafios globais que afectam milhões de pessoas, sobretudo em África, “comprometendo a segurança nutrir, a disponibilidade de recursos hídricos e a sobrevivência da biodiversidade lugar.”
“Países da África Sul, porquê o Zimbabué, Zâmbia, Maláui, Moçambique e África do Sul, enfrentam frequentemente secas severas induzidas pelo maravilha ‘El Niño’. Paradoxalmente, países do Corno de África – porquê a Etiópia, Somália e o Quénia – enfrentam secas severas há anos, nos quais se observa a ocorrência do maravilha La Niña”, explicou.
Segundo o encarregado do Estado, o ‘El Niño’, que atingiu o continente entre 2023 e 2024, provocou uma das secas “mais severas” das últimas décadas na África Sul: “Mais de 30 milhões de pessoas, em toda a região, foram afectadas, enfrentando rafa aguda, fome e necessidades humanitárias crescentes.”
Mudanças climáticas estão a provocar falta de chuva em algumas regiões do continente africano
“Na região do grande Corno de África, registaram-se as piores secas das últimas décadas, levando milhões de pessoas a enfrentar uma instabilidade nutrir aguda, taxas elevadas de fome — mormente entre as crianças — e um aumento do risco de surtos de doenças porquê a ira e o sarampo, devido ao chegada restringido à chuva potável”, disse.
O Presidente da República acrescentou que mais de 45% do território africano está fingido pela desertificação e mais de 65% das terras aráveis correm o risco de se tornarem desertos, o que pode levar a “consequências graves”, porquê a instabilidade nutrir, conflitos pelos recursos e deslocações massivas causadas pela rafa e pela pobreza.
“Mas nascente não tem de ser o direcção de África. Ainda há esperança e um caminho a seguir. Trabalhemos em conjunto. Unamo-nos para restaurar as terras de África e, com elas, penetrar caminho para um porvir de pundonor, firmeza e oportunidades para todos”, frisou.
Para Daniel Chapo, entre as soluções para estas crises climáticas estão a cultura climaticamente inteligente, os mecanismos inovadores de financiamento do risco de desastres, porquê os seguros soberanos e as acções antecipatórias à seca, além dos esforços de reflorestamento liderados pelas comunidades e as iniciativas em grande graduação porquê “A Grande Paredão Verdejante”, que visa restaurar as paisagens no Sahel, região ao sul do deserto do Saara, e combater a desertificação e as mudanças climáticas.
“Cuidar do nosso continente e da sua biodiversidade pode contribuir significativamente para enfrentar a crise climática e impulsionar a concretização dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável. Ao restaurarmos paisagens degradadas, podemos fabricar novos meios de subsistência para as comunidades rurais, reduzir o risco de transmigração forçada, revitalizar os ecossistemas e prometer a segurança nutrir a longo prazo”, acrescentou.a d v e r t i s e m e n t
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