A Comissão Europeia destacou Portugal como um dos países com maior progresso na renovação energética do edificado e no combate à pobreza energética, após mais de 85 mil renovações em edifícios residenciais, indicou hoje o Governo. “A Comissão Europeia apresentou Portugal como um dos exemplos mais positivos na União Europeia no domínio da renovação energética e das políticas de combate à pobreza energética, destacando o impacto das reformas apoiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) no país”, precisa o Ministério do Ambiente e Energia, em comunicado. Segundo o Governo, Bruxelas evidencia, numa análise publicada no âmbito do instrumento técnico de apoio às reformas, que as medidas implementadas por Portugal têm permitido “acelerar a eficiência energética nas habitações, melhorar o conforto térmico em milhares de casas e reduzir de forma consistente os custos energéticos das famílias mais vulneráveis”. “O relatório sublinha que Portugal partia de uma situação estruturalmente desafiante: cerca de 75% do edificado residencial tinha classe energética C ou inferior, e aproximadamente 17,5% dos cidadãos viviam em pobreza energética. O progresso alcançado é, por isso, especialmente relevante”, refere também a nota da tutela, destacando que Portugal já impulsionou mais de 85 mil renovações energéticas em edifícios residenciais. O ministério liderado por Maria Graça Carvalho acrescenta que o reconhecimento da Comissão surge depois de Portugal ter “ultrapassado 45 mil habitações intervencionadas (ao abrigo do PRR), figurando entre os avanços mais significativos registados nos Estados-membros”, e da criação dos mais de 100 “Espaços Cidadão Energia”, que constituem centros de literacia energética, apoio técnico e incentivo a projetos de renováveis. Citada no comunicado, a ministra do Ambiente e Energia sublinha que esta avaliação “é uma boa notícia para o país e um sinal claro de que as políticas públicas estão a produzir resultados concretos no terreno”. “Portugal está comprometido em consolidar estes progressos, garantindo mais eficiência energética, mais justiça social e mais qualidade de vida para as famílias em todo o território”, acrescenta.

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