O Governo de Portugal anunciou, na Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP30), em Belém, Brasil, um conjunto de projectos no valor de 1,5 milhão de euros destinados a promover a transparência nas políticas climáticas dos países de língua portuguesa. A iniciativa pretende fortalecer a cooperação e o intercâmbio de experiências técnicas entre os países lusófonos. A ministra do Ambiente e Energia de Portugal, Maria da Graça Carvalho, apresentou o fundo no pavilhão de Portugal, concebido pelos arquitectos Eduardo Souto de Moura e Álvaro Siza Vieira, dois nomes de referência da arquitectura portuguesa. Segundo a governante, o objectivo é melhorar a gestão de inventários, financiamentos e mecanismos de transparência climática nos países participantes. “Anunciamos uma verba de 1,5 milhão de euros para a transparência nas políticas climáticas dos países lusófonos. Será uma rede de capacitação e de partilha de experiências para melhorar a gestão de dossiers complexos na área do clima”, explicou a ministra Maria da Graça Carvalho. Durante a Cimeira dos Líderes, realizada na semana passada, o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, anunciou ainda um milhão de euros para o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, uma iniciativa lançada pelo Brasil com o objectivo de proteger ecossistemas amazónicos. No âmbito da cooperação internacional, a ministra Maria da Graça Carvalho destacou a conversão de dívidas em acção climática, citando Cabo Verde e São Tomé e Príncipe como exemplos de sucesso e de expansão futura. Este modelo permite transformar compromissos financeiros em investimentos ambientais concretos. O projecto em Cabo Verde, já em curso, envolve a expansão de uma central fotovoltaica na Ilha de Santiago, reforçando a produção de energia sustentável e a capacidade energética local. Já o primeiro projecto com São Tomé e Príncipe deverá ser implementado em breve, ampliando a cooperação lusófona na área climática. A governante sublinhou também os avanços de Portugal na economia azul, referindo que o país pretende aumentar para 30% a área marinha protegida até 2026, através do Fundo Azul e da extensão da cooperação com outros países lusófonos. Este objectivo reforça a estratégia de conservação marinha nacional e internacional. Actualmente, 19% das águas portuguesas encontram-se sob protecção ambiental, mostrando o compromisso do país com a preservação do meio marinho. A expansão das áreas protegidas visa consolidar Portugal como referência em sustentabilidade e economia azul entre os países de língua portuguesa. Com estas iniciativas, Portugal demonstra uma política activa de cooperação internacional e liderança em acções climáticas, apostando na transparência, partilha de experiências e protecção ambiental, tanto no continente como em ilhas lusófonas e zonas marítimas protegidas. Fonte: e-Globala dvertisement

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