O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu esta semana a criação de uma entidade única com autoridade sobre os diversos operadores do Porto da Beira, na província de Sofala, com o objectivo de reforçar a disciplina, melhorar a coordenação e aumentar a eficiência da infraestrutura portuária, segundo informou a Lusa. Durante uma visita àquela infra-estrutura, o chefe de Estado sublinhou a necessidade de se elaborar um plano director que seja liderado por uma entidade central, capaz de gerir e harmonizar os investimentos realizados no porto pelas diferentes concessionárias. “Vamos continuar a trabalhar para que, de forma coordenada, desenhemos um plano director que traga uma única entidade que imponha ordem e disciplina a todos os que fazem parte do Porto da Beira. Só assim poderemos tornar o nosso porto mais eficiente do que está hoje”, afirmou o Presidente. Daniel Chapo alertou para o impacto negativo da fragmentação na gestão e na execução de projectos no interior da infraestrutura. “Neste momento, temos apenas uma entrada e uma saída para camiões, o que é claramente insuficiente. Precisamos de planear com base num modelo integrado, evitando investimentos sem coordenação”, reforçou. O plano director, segundo o Presidente, será desenvolvido com a participação do sector privado e das empresas públicas que operam na infraestrutura, assegurando a articulação entre os diversos actores logísticos e portuários. A proposta surge numa altura em que o Governo já lançou iniciativas para melhorar o acesso ao porto. Em 12 de Dezembro, o ministro dos Transportes e Comunicações, João Matlombe, procedeu ao lançamento das obras de construção de uma estrada alternativa de acesso ao Porto da Beira e de um centro de logística, com o objectivo de descongestionar os actuais acessos e travar o desvio de cargas para portos de países vizinhos. Segundo o ministro, cerca de 3000 camiões circulam diariamente na Estrada Nacional número 6 (N6), dos quais apenas 200 conseguem entrar no porto, enquanto os restantes enfrentam grandes dificuldades operacionais, consequência directa da limitação de infra-estruturas. Ainda no âmbito da expansão logística da região, o Governo anunciou recentemente que a empresa ortos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM) irá liderar o desenvolvimento do Terminal Logístico de Dondo, numa área de 70 hectares, para responder ao crescente volume de cargas, nomeadamente provenientes de países do interior da África Austral. Por resolução do Conselho de Ministros, foi igualmente autorizado o ajuste directo do projecto à empresa CFM, tendo sido nomeada uma equipa técnica para negociar os termos do contrato de concessão das futuras infra-estruturas logísticas.advertisement
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