a d v e r t i s e m e n tA economia do Zimbabué registou uma forte recuperação no segundo trimestre de 2025, com o Produto Interno Bruto (PIB) a crescer 7% em relação ao trimestre anterior. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Estatística (ZimStat) e revelam um impulso significativo após os resultados mais modestos do início do ano.

Em termos anuais, a produção aumentou 11,04%, quase o dobro do ritmo registado nos primeiros três meses, que foi de 5,10%. Este desempenho representa o melhor resultado trimestral desde o período anterior à pandemia da covid-19, em 2020, confirmando a resiliência da economia num cenário internacional marcado pela instabilidade.

De acordo com a ZimStat, a mineração e a exploração de pedreiras foram responsáveis por 14,9% da produção total do trimestre. A indústria transformadora ficou logo a seguir, com 14,6%, enquanto a agricultura representou 12,2%. O comércio grossista e retalhista contribuiu com 11% e os serviços financeiros com 10,3%.

O sector mineiro beneficiou dos preços elevados das matérias-primas no mercado global. Projectos como a fábrica de aço da Dinson Iron and Steel Company, uma empresa chinesa que está a instalar a maior siderurgia do Zimbabué, também reforçaram o crescimento. Os mineiros de ouro locais registaram entregas recorde à Fidelity Gold Refinery, a refinaria estatal de ouro, superando 11 toneladas no trimestre.

“Estes resultados mineiros destacam que o Zimbabué está cada vez mais posicionado como um fornecedor estratégico de minerais essenciais para a transição energética global”, afirmou o banqueiro Raymond Madziva. “Para o sector financeiro, este tipo de desempenho reduz o risco de crédito e reforça os argumentos a favor de empréstimos garantidos por recursos.”

A indústria transformadora também registou um crescimento expressivo, apoiada pelo aumento da capacidade de produção em áreas como a transformação de alimentos, fabrico de cimento e têxteis. A política governamental de substituição de importações impulsionou a procura por produtos locais, sobretudo nas cadeias de abastecimento ligadas à construção civil e ao retalho.

A agricultura, tradicionalmente a espinha dorsal da economia, beneficiou da melhoria dos padrões de precipitação e de programas públicos de apoio à produção de milho e trigo. “As instituições financeiras estão a ver mais projectos viáveis nos seus livros”, acrescentou Raymond Madziva, destacando o impacto positivo no financiamento agrícola e industrial.

“A tendência positiva do PIB dá confiança aos credores e investidores, tanto locais como estrangeiros, e sinaliza também que o perfil de risco do Zimbabué está a melhorar gradualmente”, sublinhou o responsável. Para os analistas, a maior ligação entre agricultura e indústria transformadora ajudou a sustentar o crescimento, mostrando que o país tem potencial inexplorado, e que 2025 revelou um vislumbre do que é possível alcançar.

Fonte: The Herald

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