A Agência Independente de Petróleo e Gás (Afentra), empresa britânica cotada na bolsa de Londres, consolidou este ano a sua presença em Angola, ao atingir uma produção média de 21 mil barris de crude por dia no Bloco 3/05, durante o primeiro semestre de 2024. O anúncio foi feito esta quarta-feira, 3 de Setembro, através de um comunicado citado pela agência Lusa. De acordo com o documento, a Afentra tornou-se “um dos principais parceiros internacionais da Sonangol”, a petrolífera estatal angolana, fruto do seu investimento contínuo e da aposta na reabilitação de campos petrolíferos em declínio, também conhecidos como activos maduros. “Apenas no primeiro semestre deste ano, o Bloco 3/05 – onde a Afentra detém uma participação significativa – registou uma média de produção bruta superior a 21 mil barris de crude por dia, confirmando o potencial de recuperação dos activos maduros quando existe uma gestão eficiente e investimento consistente”, destacou a empresa. Em parceria com a empresa de comércio de energia Trafigura, a Afentra concluiu em 2024 a aquisição de participações não operacionais nos Blocos 3/05 e 3/05A, situados no mar (‘offshore’) de Angola. A transacção, no valor de 100 milhões de dólares, foi realizada com a Azule Energy, companhia petrolífera com presença em vários países africanos. Desde a sua entrada no mercado angolano, a Afentra tem vindo a diversificar o seu portefólio no país. Além das participações nos Blocos 3/05 e 3/05A, a empresa possui também três licenças de exploração em terra – KON4, KON15 e KON19 – e uma licença marítima, o Bloco 23. Todas estas áreas estão localizadas na bacia do Kwanza, uma das principais zonas produtoras de petróleo em Angola. As licenças KON4, KON15 e KON19 correspondem a concessões atribuídas pelo Estado para pesquisa e exploração de petróleo em território terrestre (‘onshore’). Estas áreas permitem à empresa identificar novas reservas e desenvolver futuros projectos de produção. Entre os seus activos, destaca-se o projecto KON4, que inclui o campo de Quenguela Norte. Trata-se da maior descoberta de petróleo em terra na bacia do Kwanza até hoje, com um potencial estimado superior a 200 milhões de barris. A Afentra considera este projecto uma oportunidade estratégica para relançar a produção terrestre em Angola, uma área que permaneceu subexplorada durante décadas. Segundo a empresa, os seus investimentos estão alinhados com as reformas promovidas pelo Governo angolano e pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), entidade reguladora do sector, cujo objectivo é recuperar activos maduros e atrair novos operadores para o país. “O nosso portefólio é a prova do compromisso de longo prazo que assumimos com Angola”, afirmou o director-executivo da Afentra, Paul McDade, acrescentando que a meta da empresa é contribuir para que o país mantenha a sua produção nacional acima de um milhão de barris por dia após 2027.

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