Fukuyama, que falava na conferência “O poder de Fazer Acontecer”, organizada pelo jornal de Negócios, em Lisboa, defendeu que a internet “removeu os intermediários, os jornalistas, os cientistas, as instituições” que eram os “guardiões de uma certa qualidade básica de informação”. “Havia padrões jornalísticos, jornalistas profissionais que tinham certas regras internas sobre o que podiam ou não dizer, como verificar as fontes, como relatar as coisas que aprenderam por meio das suas reportagens jornalísticas, a ‘internet’ acabou com tudo isso”, reiterou. O economista acredita que a ‘internet’ e as redes sociais trouxeram liberdade de expressão mas defende que a “qualidade do discurso se deteriorou substancialmente” e de repente “qualquer um pode dizer o que quiser” para milhões de pessoas. O investigador da Universidade de Stanford frisou que o discurso é agora mais “tóxico” devido à própria construção das redes sociais que impulsionam esse tipo de manifestação. “Há um caráter particular nas redes sociais que torna o discurso que os indivíduos transmitem, às vezes para milhões de pessoas, mais tóxico do que o tipo de discurso que tínhamos antes da existência da ‘internet'”, afirmou. Em declarações à Lusa, Fukuyama afirmou que as empresas irão adotar a inteligência artificial (IA) trazendo eficiência, “substituindo seres humanos por máquinas”, o que gera “uma série de problemas políticos porque as pessoas não querem ser substituídas por máquinas”. O filósofo defendeu, portanto, que as pessoas terão que “aprender novas capacidades” e que tal levará a um panorama social e politicamente “turbulento”. Leia Também: Mau tempo: Foram registadas 784 ocorrências entre as 00h00 e as 12h00

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