Um amplo ensaio clínico publicado na Nature concluiu que um novo medicamento experimental derivado da canábis reduz significativamente a dor lombar crónica.

O estudo, conduzido pela empresa farmacêutica alemã Vertanical, envolveu 800 pacientes que sofriam de dor lombar crónica. Os participantes foram aleatoriamente designados para tomar o extracto de canábis patenteado pela entidade na forma líquida ou de placebo.

Após 12 semanas, os pacientes que receberam tratamento à base de canábis relataram uma redução de quase dois pontos na intensidade da dor numa escala de 11 pontos, em comparação com uma redução de 1,4 pontos no grupo placebo. Embora isso possa parecer pouco, os investigadores consideraram essa diferença estatisticamente significativa. Os pacientes também afirmaram melhorias no sono e na função física, com benefícios que continuaram durante uma fase de extensão de seis meses.a d v e r t i s e m e n t

Ao contrário de muitos produtos de canábis encontrados em dispensários, o medicamento da Vertanical contém apenas microdoses de THC, o composto psicoactivo da canábis. Embora sejam suficientes para alcançar efeitos terapêuticos, os níveis são muito mais baixos do que os encontrados em comestíveis ou óleos recreativos, minimizando o risco de intoxicação e de “moca”. Os investigadores afirmaram que não foram observadas evidências de abuso ou dependência. No entanto, não é recomendável conduzir durante as primeiras semanas de tratamento.

Os efeitos secundários incluíram tonturas, náuseas, fadiga e dores de cabeça, levando cerca de 17% dos participantes a interromper o estudo. Os investigadores observaram que esta taxa de abandono foi inferior aos valores típicos para os opióides, que frequentemente causam efeitos secundários mais graves e são mais viciantes.

“A canábis pode reduzir significativamente a dor e melhorar a função física em doentes com dor lombar crónica, sem as preocupações de segurança normalmente associadas aos opióides”, disse o autor principal, Matthias Karst, especialista em dor da Faculdade de Medicina de Hannover e consultor da Vertanical.

A Vertanical já solicitou a aprovação junto das entidades reguladoras europeias e está a trabalhar com as autoridades norte-americanas para elaborar um estudo que possa suportar a aprovação da Food and Drug Administration (FDA).

Fonte: Zap Aeiou

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