O Governo prevê reabilitar e asfaltar este ano mais de 350 quilómetros de estradas nacionais e regionais, no âmbito da implementação do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE 2026). De acordo com o documento aprovado pelo Parlamento, as intervenções abrangem ainda a construção e manutenção de pontes, investimentos no sector ferroviário e melhorias na mobilidade urbana. “No domínio rodoviário, está programada a reabilitação de 129 quilómetros de estradas nacionais e 50 quilómetros de estradas regionais, bem como a asfaltagem de outros 165 quilómetros de vias nacionais e 12 quilómetros de regionais. Estima-se ainda a construção de uma ponte e a manutenção de outras 14, além de intervenções regulares de conservação da rede viária”, avança. Segundo o plano mencionado numa publicação do jornal O País, estas medidas têm como objectivo preservar a transitabilidade, reduzir os custos de circulação de pessoas e mercadorias e prolongar a vida útil das infra-estruturas existentes, assim como melhorar a ligação entre os centros de produção e os mercados de consumo, reduzir o isolamento das zonas rurais e garantir maior fluidez no transporte de bens essenciais, contribuindo para a integração económica do território nacional. O documento esclarece que os investimentos em estradas e transportes estão enquadrados no “Pilar IV – Infra-estruturas, Organização e Ordenamento Territorial”, que dispõe de 50,6 mil milhões de meticais, correspondentes a 9,7% da despesa total do Estado prevista para 2026, destacando que “no sector ferroviário, o PESOE 2026 prevê a construção de 10 quilómetros da linha férrea para ligar Movene-Ressano Garcia, via considerada estratégica para o escoamento de mercadorias e o reforço da ligação regional.” “Na área da mobilidade urbana, o Executivo projecta a construção de 11 quilómetros de Bus Rapid Transport (BRT), numa aposta para a melhoria do transporte público de massas, sobretudo em zonas urbanas de elevada densidade populacional, onde a pressão sobre os sistemas de mobilidade continua a crescer”, frisa. Para 2026, o Governo prevê uma receita do Estado no valor de 6,2 mil milhões de dólares para 2026, correspondente a 24,9% do Produto Interno Bruto (PIB), e uma despesa pública de 7,9 mil milhões de dólares, o que representa 31,8% do PIB. O défice orçamental mantém-se em 1,7 mil milhões de dólares, equivalente a 7% do PIB. Quanto às projecções macroeconómicas, o Governo estima um crescimento económico de 2,8% em 2026, impulsionado pelos sectores da energia, agricultura, serviços e exportação de gás natural liquefeito (GNL). Esta previsão revê em baixa o crescimento inicialmente estimado em 2,9% e representa uma recuperação face ao crescimento de 1,6% previsto para 2025, num cenário classificado pelo próprio Executivo como “substancialmente mais adverso”.advertisement

