O Papa Leão XIV não é favorável à iniciativa de ter uma versão digital sua criada a partir de Inteligência Artificial. O sumo pontífice deixou a sua posição clara em conversa com Elise Ann Allen, autora da biografia ‘Leão XIV: Cidadão do Mundo, Missionário do Século XXI. “Se há alguém que não deve ser representado por um avatar, diria que o Papa está no topo da lista”, terá afirmado Leão XIV em conversa com a jornalista correspondente do site Crux. O atual Papa explicou que lhe chegou uma proposta que o transformaria num avatar digital e que, através de Inteligência Artificial, seria possível aos católicos de todo o mundo aceder a um site onde poderiam colocar as mais variadas questões. “Disse, ‘Não vou autorizar isso’”, afirmou o Papa Leão XIV. Apesar de ter impedido esta iniciativa, Leão XIV mostrou-se favorável ao uso de Inteligência Artificial em algumas áreas, como é o caso da medicina. “Não sou de todo contra a Inteligência Artificial. Aconteceram muitas coisas boas no mundo da medicina graças a Inteligência Artificial”, apontou Leão XIV. “Ainda assim, há riscos nisto porque acabas por criar um mundo falso e depois perguntas-te onde está a verdade”. Recordar que esta não é a primeira vez que Leão XIV se mostra cauteloso em relação a Inteligência Artificial e que, em julho, alertou para a possibilidade de a tecnologia colocar em causa a dignidade humana. O Papa alertou hoje para o perigo de a dignidade humana estar ameaçada pelo uso crescente da inteligência artificial (IA) e numa era dominada pela “ciência e tecnologia”. Lusa | 15:48 – 29/07/2025 Já o Papa Francisco, em janeiro de 2025, também alertou para os riscos relacionados com a disseminação da Inteligência Artificial. “A IA destina-se a imitar a inteligência humana que a concebeu, colocando assim um conjunto único de questões e desafios. Ao contrário de muitas outras invenções humanas, a IA é treinada com base nos resultados da criatividade humana, o que lhe permite gerar novos artefactos com um nível de competência e uma velocidade que muitas vezes rivalizam ou ultrapassam as capacidades humanas, suscitando preocupações críticas sobre o seu impacto no papel da humanidade no mundo”, comentou Francisco. O Papa notou então que, “além disso, os resultados que a IA pode produzir são quase indistinguíveis daqueles produzidos pelos seres humanos, o que levanta questões sobre o seu efeito na crescente crise da verdade no espaço público”. Leia Também: ChatGPT ‘falha’ como um estudante em problema matemático com 2.400 anos

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