A consultora Oxford Economics melhorou a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de Angola para 1,9% neste ano e subiu a da produção de petróleo, que deverá cair 6,2%, e não 6,9%, como previsto. “Prevemos agora que a produção de petróleo caia 6,2%, e não 6,9% como prevíamos, para uma média de 1,091 milhões de barris por dia (bpd) em 2025, o que deverá oferecer uma folga muito necessitada a uma economia flagelada por preços baixos do petróleo a nível global, crescente dívida pública e elevada inflação e taxas de juro”, escrevem os analistas. Num comentário à melhoria da produção petrolífera em Agosto, mas ainda assim abaixo da meta do Governo, os analistas do departamento africano desta consultora britânica escrevem que a produção deverá chegar a 1,11 milhões de barris diários no início do próximo ano, antes de estabilizar numa média de 1,14 milhões no total de 2026.advertisement Devido a estes desenvolvimentos, “a produção de crescimento do PIB foi revista em alta, de 1,6% para 1,9% este ano, para reflectir estes desenvolvimentos mais favoráveis”. Os poços de petróleo em Angola e a infra-estrutura petrolífera “estão envelhecidos e têm prejudicado a produção nos últimos anos, afectando a economia, fortemente dependente destas exportações, de forma adversa”, lê-se na análise, na qual se aponta que “a entrada em funcionamento dos poços Begonia, CLOV3 e Agogo antes do previsto é um desenvolvimento positivo e abranda a pressão negativa sobre a produção”. A produção petrolífera de Angola voltou a ficar abaixo da meta em Agosto, com uma média de 1,03 milhões de bpd, ficando há seis meses consecutivos abaixo das previsões. Segundo o relatório mensal da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), a produção atingiu 32,07 milhões de barris no mês de Agosto, o que corresponde a uma média de 1,03 milhões de barris por dia, contra uma previsão de 1,08 milhões de barris diários. Angola não atinge a meta de produção desde Março, oscilando entre uma média diária de um milhão e 998 mil bpd, abaixo das projecções mensais da concessionária estatal. A ANPG tem apontado como causas do desvio as paragens programadas em algumas unidades, declínio natural dos reservatórios e constrangimentos técnicos que limitam a capacidade instalada. Já o desempenho do gás natural liquefeito (LNG) superou as expectativas em Agosto, com a Angola LNG a registar 4,93 milhões de barris de óleo equivalente, cerca de 9% acima do previsto. Este aumento evidencia a crescente relevância deste segmento no sector energético angolano. Fonte: Lusa
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