O ouro está cada vez mais próximo dos 4.000 dólares por onça, prolongando uma subida alimentada pela paralisação do governo dos EUA e pela crise política em França, entre outros fatores, como a compra por bancos centrais, a procura no retalho e os ETF (fundos negociados em bolsa)  garantidos por ouro.        


O ouro subiu para pouco mais de 3.991 dólares por onça na madrugada desta quarta-feira, alcançando um novo recorde, enquanto os futuros para dezembro em Nova Iorque superaram os 4.000 dólares pela primeira vez na história.       


O ouro ganhou um novo ímpeto depois de a suspensão das operações federais nos EUA – que vão passar para a segunda semana – ter privado os investidores de dados essenciais para avaliar o estado da economia norte-americana, com impacto na decisão de politica monetária da Reserva Federal (Fed).       


A demissão do primeiro-ministro francês está também a dificultar o controlo do maior défice orçamental da Zona Euro, enquanto no Japão a instabilidade política também deverá resultar na nomeação de uma nova chefe do Executivo, agitando os mercados cambiais e de obrigações e reforçando a procura de ativos seguros como o ouro.


A agitação política em França e no Japão está a contribuir para os receios orçamentais e para o rally do ouro, refere Nicky Shiels, diretora de research e estratega de metais na MKS Pamp SA, numa nota citada pela Bloomberg. Um misto de procura no mercado de retalho e fluxos institucionais alimentou a mais recente aceleração, refere.


*Com Bloomberg

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