advertisemen tEntender bem o que são indicadores financeiros é fundamental para qualquer empresa que deseja crescer com estratégia e segurança. Essas métricas garantem um acompanhamento rigoroso do desempenho do negócio e ajudam a gerar relatórios completos e orientar decisões baseadas em dados reais, deixando de lado as suposições. Ao monitorar esses indicadores regularmente, a organização coleta, organiza e interpreta informações valiosas sobre sua operação, reforçando o controle financeiro e o planejamento de longo prazo. 1. Margem líquida A margem líquida está diretamente relacionada aos lucros gerados pela empresa em relação à receita atual, sendo incluída na DRE (Demonstração de Resultado do Exercício). A principal função dessa métrica é identificar a capacidade da organização de gerar lucros, assim como orientar decisões relativas a novos investimentos e melhorias internas. Por outro lado, a margem líquida também ajuda a entender se as ações da empresa estão ou não mais valorizadas, bem como a avaliar oportunidades de expansão do negócio. 2. Margem de contribuição A margem de contribuição corresponde ao lucro gerado por cada produto vendido. Ou seja, ela está relacionada ao montante que a empresa precisa arrecadar para cada item para cobrir as despesas de produção e, ainda assim, gerar lucro. No caso de organizações que prestam serviços, a margem de contribuição deve considerar todos os custos com equipes, infraestrutura, equipamentos, softwares, assinaturas e outros fluxos associados. Uma margem de contribuição positiva é sinal de sustentabilidade. Caso contrário, será preciso otimizar processos internos, aumentar vendas e/ou rever a política de preços para conseguir operar no “azul”. 3. Margem de custos A margem de custos é semelhante à margem líquida; no entanto, tem como objetivo entender se a venda de um produto cobre todos os seus custos. Com base nessa métrica, os gestores são capazes de alinhar melhor as necessidades financeiras com as metas comerciais e determinar o volume mínimo de vendas necessário para cobrir despesas e gerar lucro. A margem de custos deve ser acompanhada em conjunto com a margem de contribuição, evitando constrangimentos associados à produção e comercialização de produtos e serviços. 4. Margem EBITDA EBITDA é a sigla do termo em inglês Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization, ou Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (LAJIDA). Esse indicador estima a rentabilidade do negócio considerando apenas as atividades operacionais. É uma métrica amplamente utilizada por investidores para comparar a margem de lucro entre empresas de um mesmo setor, mesmo que tenham dimensões e características diferentes. 5. Ponto de equilíbrio Também conhecido como ponto de equilíbrio, o ponto de equilíbrio é um dos indicadores mais importantes para a sustentabilidade da empresa. Essa métrica estima o valor mínimo que a organização precisa faturar para cobrir todas as despesas, incluindo operação, infraestrutura, taxas, impostos e outros custos. Considerado um “indicador de segurança”, ele estabelece metas não apenas para a equipe comercial, mas também para a área de relacionamento com clientes, prevendo o número mínimo de contratos necessários para manter a empresa em funcionamento. 6. ROI O ROI é usado no setor financeiro e em outras áreas como marketing, contabilidade, operações, produção e vendas. Sigla de Return on Investment (Retorno sobre Investimento), estima o resultado obtido com determinada aplicação. É importante ressaltar que esse retorno nem sempre é exclusivamente financeiro. Pode se traduzir, por exemplo, em aumento de produtividade ou eficiência decorrente da adoção de uma nova ferramenta. O ROI deve ser analisado sempre que a organização realiza um investimento — tecnológico, estrutural ou gerencial — como implantação de ferramentas, aquisição de equipamentos, modernização de infraestrutura ou adoção de novos planos estratégicos. 7. ROE O ROE (Return on Equity ou Retorno sobre o Patrimônio Líquido) é outro indicador essencial para avaliar a sustentabilidade do negócio. Trata-se de uma métrica que mede a lucratividade da organização em relação ao seu patrimônio líquido. Pode ser usada para comparar empresas do mesmo setor e apoiar decisões de investimento. Não deve, contudo, ser usada para comparar empresas de setores distintos. 8. Faturamento O faturamento corresponde ao total de vendas realizadas em um determinado período. Divide-se em faturamento bruto e faturamento líquido. A primeira se refere ao valor total das vendas, sem deduções. A segunda resulta da dedução de encargos operacionais, como taxas, devoluções e impostos. Esse indicador permite avaliar o desempenho comercial e definir novas metas de vendas, otimizações internas e revisões orçamentárias. 9. Lucratividade Corresponde ao lucro obtido com as vendas, isto é, quanto a empresa efetivamente ganhou com a comercialização dos seus produtos ou serviços. O valor exato só pode ser determinado após a dedução de todos os custos, incluindo infraestrutura, matérias-primas e tecnologia. 10. Rentabilidade A rentabilidade mede os retornos obtidos com investimentos. É semelhante ao ROI, que é uma das métricas que compõem a lucratividade. Como indicador mais amplo, considera todos os fluxos internos e investimentos realizados. Diferentemente da lucratividade, a rentabilidade avalia os retornos gerados pelas aplicações feitas na própria operação. 11. Ticket médio O ticket médio corresponde ao valor médio gasto pelos clientes em produtos ou serviços. Esse indicador orienta a precificação e revela o grau de aceitação das soluções oferecidas. 12. Custos fixos e custos variáveis Por fim, temos os custos fixos e os custos variáveis, que indicam as despesas necessárias para o funcionamento da empresa. Os custos fixos permanecem constantes durante um determinado período, como aluguéis e assinaturas de serviços. Já os custos variáveis oscilam de valor de acordo com o período, como gastos com água e luz. Fonte: SAP Concur
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