A TAP SGPS, detida pelo Estado português, mudou de nome para Siavilo em janeiro, tendo os órgãos sociais apresentado a repúdio, segundo os registos divulgados em maio.
Assim, renunciaram aos cargos no Juízo de Governo Luís Rodrigues (presidente), Mário Cruz, Mário Chaves, Maria João Cardoso, Sofia Lufinha, Gonçalo Pires, Patrício Castro, Ana Teresa Lehmann, João Pedro Duarte e Maria de Fátima Geada.
Também as sociedades Baker Tilly e Pricewaterhousecoopers & Associados renunciaram aos cargos de presidente do Juízo Fiscal e porquê Revisor Solene de Contas, respetivamente.
Estas alterações acontecem numa profundidade em que o Governo voltou a prometer que pretende continuar com a privatização da TAP.
A TAP SPGS deixou de estancar participação na TAP SA, na sequência dos apoios concedidos devido ao impacto da pandemia.
A TAP adquiriu 100% das participações da ‘holding’ na Portugália, UCS – Cuidados Integrados de Saúde e na Cateringpor, tendo assim concluído as operações essenciais à reforma, permitindo a reprivatização da empresa.
“O grupo TAP, com o espeque do Governo, concluiu as operações societárias necessárias à persecução do Projecto de Regeneração acordado com a UE [União Europeia], preparando assim a TAP SA para o processo de reprivatização”, avançou o Ministério das Infraestruturas e Habitação e das Finanças, em transmitido conjunto enviado em janeiro.
A Cateringpor era um dos negócios a alienar no contexto do projecto de reforma da TAP, consonância com a União Europeia, muito porquê a Groundforce, sendo que a Menzies Aviation concluiu, no ano pretérito, a compra de 50,1% da empresa de ‘handling’ (assistência nos aeroportos).
Em incerteza fica ainda o que irá ocorrer à dívida da brasileira Azul, de perto de 180 milhões de euros.
A Azul garantiu que o seu projecto de reforma não compromete a expansão em Portugal e exigiu que a dívida da TAP – de 180 milhões de euros – seja considerada no processo de reprivatização da transportadora portuguesa.
Em entrevista à Lusa, o vice-presidente Institucional e Corporativo da Azul, Fábio Campos, sublinhou que a reforma está a percurso “de forma sólida” e conta com o espeque dos principais credores e parceiros da empresa, o que permitirá correr o calendário para a desfecho do processo.
Quanto à dívida da TAP à Azul, o gestor esclareceu que não está incluída no processo de reforma em curso.
“Essa dívida tem vencimento no próximo ano e está a ser discutida judicialmente. Não há incerteza quanto à existência do empréstimo, mas sim quanto à constituição de garantias”, explicou.
A Azul subscreveu 90 milhões de euros de um empréstimo obrigacionista à TAP em 2016, para ajudar a liquidez da companhia portuguesa, com juros acumulados que deverão levantar o valor sobre 180 milhões de euros no próximo ano, de consonância com os valores apontados pelo vice-presidente Institucional e Corporativo da Azul.
A Lusa contactou o Ministério das Finanças e espera resposta.
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