Os oito países que integram a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) concordaram, neste domingo, 30 de Novembro, em manter os níveis de produção de óleo actuais no primeiro trimestre de 2026 e estabelecimento de um mecanismo para avaliar a capacidade máxima de produção de cada integrante, informou a entidade num comunicado oficial.
“Os oito países participantes reafirmaram a sua decisão de pausar os incrementos de produção em Janeiro, Fevereiro e Março de 2026 devido à sazonalidade”, afirmou a OPEP+ no documento. Fazem parte da organização Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã, que, juntos, respondem por metade da oferta global de petróleo.
Dois delegados do grupo e uma fonte familiarizada com o assunto já haviam declarado à imprensa que, no actual encontro, a política de pausar novos aumentos na produção seria mantida para os primeiros três meses do próximo ano.
“Os oito países integrantes reafirmam o compromisso com a estabilidade do mercado diante da perspectiva económica global estável e dos fundamentos saudáveis do mercado de petróleo, reflectidos em baixos stocks”, informa a nota da OPEP+. Mais de 3 milhões de barris por dia de cortes de produção ainda estão em vigor.
O grupo, que realiza reuniões mensais para rever as condições do mercado, encontrou-se neste domingo face a uma nova iniciativa dos Estados Unidos da América para um acordo de cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia, que poderá elevar o fornecimento de petróleo caso as sanções contra Moscovo sejam suavizadas. A próxima decisão do grupo será a 4 de Janeiro de 2026.
Fonte: InfoMoney
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