As torneiras da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (OPEP+) não parecem vir a fechar tão cedo. Depois de, no início do mês, ter anunciado a entrada de 137 mil barris em outubro, irá fazer o mesmo em novembro. É pelo menos o que avança a Reuters, antecipando – com base em três fontes próximas do assunto – a reunião do grupo, que acontece no próximo domingo, dia 5. A OPEP+ tenta, assim, reconquistar quota de mercado, que tem estado a ser sequestrada por outros produtores fora do grupo, numa altura em que os preços do crude têm valorizado e que o Presidente norte-americano tem pressionado para uma baixa dos preços do petróleo. Desde abril que a organização alterou a sua estratégia de cortes na produção e começou a colocar mais petróleo no mercado – no total já entram mais de 2,5 milhões de barris por dia (cerca de 2,4% das necessidades mundiais). A OPEP+ é responsável por cerca de metade da produção mundial de petróleo. Na sexta-feira, antes do encerramento da negociação durante o fim de semana, os preços do petróleo seguiam em alta – tanto o Brent, referência para a Europa, como o WTI, negociado em Nova Iorque, valorizavam mais de 1%. O Brent valia 70 dólares por barril e o WTI cerca de 65 – são valores significativamente abaixo dos 80 dólares por barril registados no início do ano, mas representam o valor mais elevado desde 1 de agosto. Os ataques ucranianos a infraestruturas de energia russas impulsionaram os preços, ao perturbarem operações de refinação e transporte de crude de um dos maiores exportadores do mundo.

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