A OpenAI lançou o Prism, uma nova plataforma focada para pesquisadores, que integra o modelo GPT-5.2 directamente a um editor de texto científico baseado em LaTeX, linguagem utilizada amplamente para formatação de artigos técnicos.
O movimento é interpretado como uma tentativa de consolidar a posição da empresa entre utilizadores académicos e responder à crescente adopção de modelos de linguagem por cientistas.
O Prism foi projectado para actuar como uma ferramenta de assistência durante a escrita de artigos, resolução de problemas, geração de diagramas a partir de anotações em quadros e discussão de hipóteses e provas matemáticas. Um campo de conversa com o ChatGPT aparece ao lado de um documento a ser escrito que permite chamadas em tempo real para revisão, sugestões e geração de texto.
Segundo a OpenAI, cerca de 1,3 milhão de cientistas no mundo já enviam mais de oito milhões de perguntas por semana ao ChatGPT sobre temas avançados de ciência e matemática.
A proposta segue a tendência de integrar modelos de linguagem a softwares já utilizados no quotidiano. Assim como o Atlas, navegador com GPT integrado também da OpenAI, ou ferramentas de produtividade da Microsoft e da Google DeepMind, o objectivo é tornar a Inteligência Artificial (IA) uma camada invisível no trabalho técnico.
Segundo a revista Exame, apesar das altas expectativas geradas nas redes sociais por pesquisadores ligados à OpenAI, a empresa descarta o papel de “IA cientista autónoma”.
“Com 100% de certeza, haverá dez mil avanços científicos que talvez não teriam acontecido, ou não tão rápido, e a Inteligência Artificial terá sido parte disso”, disse Kelvin Weil, principal executivo do produto OpenAI numa entrevista à MIT Technology Review.
A revista sublinha ainda que a OpenAI terá de responder a uma crítica crescente: a proliferação de conteúdos artificiais, imprecisos ou repetitivos em publicações científicas, um problema que preocupa pesquisadores e editores.
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