A OpenAI compartilhou uma postagem no blog onde anunciou que decidiu conceder ao exército dos EUA acesso ao ChatGPT. A ferramenta estará disponível para o governo dos EUA através da plataforma de Inteligência Artificial do Pentágono, GenAI.mil, onde estará disponível para “todos os usos legais”. “Acreditamos que as pessoas responsáveis ​​por defender o país devem ter acesso às melhores ferramentas disponíveis”, dizia a publicação compartilhada pela OpenAI. “A Inteligência Artificial pode ajudar a proteger pessoas, dissuadir adversários e prevenir conflitos futuros”. Ryan Beiermeister ocupava o cargo de vice-presidente de Política de Produto e teria sido contra o lançamento do modo adulto que deve chegar ao ChatGPT em 2026. A OpenAI decidiu demitir a executiva, acusando-a de discriminação sexual contra um colega homem. Miguel Patinha Dias | 14:52 – 11/02/2026 Serve notar que esta versão do ChatGPT que estará disponível para o exército dos EUA será um pouco diferente da que pode ser usada pelo público geral, com essas mudanças tendo o objetivo de ajudar a ferramenta de Inteligência Artificial a lidar com material do Departamento de Guerra. Mesmo que essa versão do ChatGPT seja voltada para o governo e o exército dos EUA, a OpenAI cita na publicação que tem intenções de trabalhar com mais países no futuro. “Nosso objetivo é ajudar os governos a usarem Inteligência Artificial de forma eficaz e com segurança”, declara a OpenAI. OpenAI comete os mesmos erros do Facebook? Depois de passar dois anos na OpenAI ajudando a empresa de Inteligência Artificial a desenvolver seus modelos, a economista e pesquisadora Zoë Hitzig anunciou que pediu demissão na segunda-feira, 9 de fevereiro. Em artigo publicado no New York Times, Hitzig revela que o motivo que a levou a deixar a empresa tem a ver com o fato de a OpenAI ter começado esta semana a testar a implementação de anúncios publicitários no ChatGPT. Para Hitzig, a OpenAI está cometendo os mesmos erros que o Facebook cometeu há uma década. “Eu passei a acreditar que poderia ajudar as pessoas que desenvolvem Inteligência Artificial a antecipar problemas que a tecnologia criaria”, escreveu Hitzig. “Esta semana confirmou minha lenta percepção de que a OpenAI parece ter parado de fazer as perguntas que eu queria ajudar a responder.” Hitzig traçou paralelos com o começo do Facebook, quando a rede social prometeu aos usuários que eles teriam controle em relação aos seus dados, notando que são promessas que ficaram para trás tendo em vista o estado atual da plataforma detida pela Meta. Vários usuários do ChatGPT estão recorrendo à ferramenta de Inteligência Artificial para criar suas próprias caricaturas. Ensinamos, passo a passo, como você pode fazer sua própria caricatura Miguel Patinha Dias | 10:06 – 10/02/2026 No artigo, Hitzig diz que a OpenAI poderia seguir o mesmo caminho do Facebook e que, eventualmente, o motor econômico movido por esses comerciais poderia levar a empresa a mudar suas próprias regras. No caso da OpenAI, aponta Hitzig, o caso pode ser ainda mais grave considerando que os dados obtidos pela empresa são decorrentes de conversas de usuários com o ChatGPT – com algumas delas indo desde problemas de relacionamento, problemas médicos, crenças religiosas etc. A ex-pesquisadora da OpenAI afirma que os usuários do ChatGPT compartilharam coisas com o chatbot “porque acreditavam que estavam falando com algo que não tinha segundas intenções”, observando que é algo que não acontecerá quando os comerciais começarem a ser exibidos para todos os usuários. Quanto ao tipo de dados que a OpenAI tem coletado sobre os usuários, Hitzig observa que se trava de um “arquivo de sinceridade humana sem precedentes”. Leia Também: Rival da OpenAI lança ‘farpa’ com vídeo hilário sobre ChatGPT

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