A Inspecção Pátrio de Minas fez saber que 11 empresas foram penalizadas por crimes ambientais na província de Manica, na região Núcleo de Moçambique. “Na semana passada, enquanto realizávamos a reunião pátrio de aprimoramento da estratégia para a mitigação dos problemas ambientais, aproveitámos para fazer visitas de campo, onde constatámos que ainda existem empresas que violam a lei”, esclareceu Grácio Cune, inspector pátrio de Minas. De entendimento com o responsável, cada mineradora foi penalizada conforme o tipo de infracção cometida, sendo que foram suspensas as actividades de mineração ao longo da bacia do Révuè. “Algumas das empresas já tinham sido avisadas para observarem todas as regras ambientais durante as operações de exploração mineira.” “Durante as visitas, verificámos ainda que a diligência mineira continua a afectar bastante as águas da albufeira de Chicamba, pois continuam turvas e chegam até à barragem quase lamacenta”, acrescentou. No ano pretérito, o presidente do Juízo Empresarial de Manica, Alcides Cintura, desafiou as academias a encontrarem soluções que contribuam para minimizar os problemas ambientais causados pela mineração. O responsável apontou a poluição dos rios e a ruína de campos de produção agrícola e da biodiversidade porquê alguns dos problemas causados pela mineração que têm simulado sobretudo o província de Manica. “O problema da mineração é estruturante e não cabe só ao Governo e ao sector privado, mas também às academias. Estas podem desenvolver soluções para apresentar ao Executivo. Se deixarmos a nossa província com leste problema provocado pelo mina mal praticado, os desastres ambientais irão agravar-se”, alertou Alcides Cintura.

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