advertisemen tO Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) afirmou que a escala e o ritmo da emergência provocados pelas cheias de Janeiro excederam as disponibilidades, apelando à mobilização de 187 milhões de dólares para assistência urgente. Num relatório com dados até 3 de Fevereiro, a entidade refere que as inundações severas e persistentes afectaram grandes pontos do País, particularmente nas regiões Sul e Centro. “Os rios transbordaram, as comunidades foram deslocadas e casas, escolas, instalações de saúde, sistemas de água e estradas foram danificados ou destruídos.” A agência das Nações Unidas reiterou que está a trabalhar com os parceiros humanitários, as autoridades nacionais e locais para reforçar os sistemas de coordenação e apoiar a prestação de assistência vital, acrescentando que apenas conseguiu apoiar, até ao momento, 90 mil pessoas das 620 mil identificadas a necessitar de alimentação segura. “A escala e o ritmo desta emergência excedem a capacidade disponível. O aditamento ao Plano Nacional Humanitário de Resposta a Cheias de 2026 procura mobilizar 187 milhões de dólares para prestar assistência urgente a aproximadamente 600 mil pessoas afectadas pelas inundações”, frisou. Do total da verba, 65,5 milhões de dólares destinam-se ao reforço da segurança alimentar e meios de subsistência, nomeadamente nos mais de 70 centros de abrigo ainda em funcionamento no País, sobretudo no sul, e 28,4 milhões de dólares vão servir para providenciar abrigos e tendas. Dados actualizados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) indicam que, desde o início da época chuvosa, em Outubro, foram afectadas 844 mil pessoas em todo o País, com registo de 153 mortos e 254 feridos. Face à gravidade da situação, o Governo declarou o alerta vermelho nacional no dia 16 de Janeiro, sendo que actualmente, estão activos 77 centros de acomodação, acolhendo 76 251 pessoas deslocadas. Desde 7 de Janeiro, foram ainda danificadas 229 unidades sanitárias, 316 escolas e cinco pontes. No sector agrícola, as cheias afectaram 440 842 hectares de cultivo, dos quais 275 405 foram dados como perdidos, atingindo 314 780 agricultores. Estima-se também a morte de 408 115 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves. A União Europeia, os Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha, Timor-Leste, Suíça, Noruega, Japão e China, além de países vizinhos, já anunciaram e enviaram ajuda humanitária de emergência. Moçambique está em plena época chuvosa, um período que tem sido marcado por alertas de chuvas e ventos fortes Recentemente, o Governo previu a necessidade de, pelo menos, 644 milhões de dólares para reparar os danos provocados pelas chuvas intensas registadas nos últimos 20 dias, que resultaram em cheias e inundações em várias regiões do País, com maior incidência nas zonas Centro e Sul. Entre os principais prejuízos, destacam-se os danos em cerca de três quilómetros da Estrada Nacional Número 1 (N1), a principal via rodoviária que liga Moçambique de norte a sul, situação que agravou as dificuldades de circulação de pessoas e de escoamento de bens essenciais. No total, estima-se que cerca de 1200 quilómetros de linhas de média tensão tenham sido afectados ou submersos, bem como cerca de 900 quilómetros de linhas de baixa tensão, além de 94 postos de transformação. Apesar da dimensão dos danos, os prejuízos mantêm-se estimados em cerca de 4,9 milhões de dólares. No final do ano passado, o Executivo aprovou o plano de contingência nacional para a época chuvosa 2025-26 avaliado em 14 mil milhões de meticais. No entanto, admitiu dispor apenas de 6 mil milhões de meticais da verba necessária. Moçambique está em plena época chuvosa, um período que tem sido marcado por alertas de chuvas e ventos fortes, principalmente nas zonas Centro e Sul do País, com as autoridades a activarem acções de antecipação às cheias e inundações naquelas regiões. O País é considerado um dos mais severamente atingidos pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais. Nas últimas chuvas, entre 2024-25, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1255 e afectaram mais de 1,8 milhão. Os eventos extremos provocaram pelo menos 1016 mortos em Moçambique entre 2019 e 2023, afectando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.advertisement

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