A ExxonMobil Moçambique destacou na primeira edição das Olimpíadas de Soldadura, que decorrem nesta sexta-feira, 5 de Setembro, no Instituto Industrial e Comercial de Matola, a importância da formação de jovens moçambicanos no contexto dos futuros projectos de gás natural liquefeito (GNL) em Cabo Delgado, Norte do País. Segundo o director-geral da multinacional, Arne Gibbs, “preparar a mão-de-obra nacional é já, actualmente, uma prioridade para responder às necessidades que surgirão com a implementação do projecto Rovuma LNG. Eles podem fazer o trabalho de que precisamos, com as competências e certificações de que necessitaremos para os projectos de GNL em Cabo Delgado”, afirmou. A ExxonMobil estima que a construção do Rovuma LNG terá início em 2026, com uma duração de quatro a cinco anos, e que a produção começará entre 2029-30. Para tal, o investimento na formação técnica é considerado estratégico. “A produção terá, talvez, início em 2029-30. Mas os trabalhadores moçambicanos têm de estar preparados para esse momento. A preparação começa hoje e durará os próximos três ou quatro anos”, detalhou Gibbs. Nesta fase inicial, a empresa já formou 20 jovens no âmbito das Olimpíadas de Soldadura, em testes que avaliaram competências práticas essenciais para a indústria do petróleo e gás. O CEO salientou que este número é apenas o início de um processo mais amplo: “Será um centro de formação localizado em Maputo. Penso que teremos 200 vagas permanentes para jovens estudarem neste centro.” Para a ExxonMobil, a formação não se limita a questões técnicas, mas também ao reforço da segurança e da qualidade do trabalho. “Estamos a preparar não só o projecto técnico, mas também os trabalhadores. Nunca paramos de trabalhar. O que estamos a fazer hoje é preparar-nos para o momento em que os projectos forem retomados em Cabo Delgado”, acrescentou Gibbs. O Rovuma LNG é um dos dois grandes projectos de gás planeados para a província de Cabo Delgado, juntamente com o Mozambique LNG, liderado pela TotalEnergies. Ambos estão localizados na mesma área de produção e, segundo Gibbs, partilham desafios e oportunidades. “Nós e a Total somos vizinhos. Trabalhamos juntos. Estamos todos a preparar-nos para reiniciar os projectos, mas todas as condições têm de ser perfeitas, incluindo a segurança”, frisou. O projecto deverá criar milhares de empregos, mas, de acordo com a ExxonMobil, só será possível garantir a participação activa dos moçambicanos se houver investimento contínuo em formação. “Para um projecto tão grande, temos de começar a preparar-nos agora. Os jovens precisam de estar prontos quando a construção começar”, enfatizou o director-geral. Para além do impacto directo no emprego, a empresa acredita que estes programas de formação deixarão um legado mais duradouro para o País. Gibbs salientou que “estas competências e certificações” beneficiarão não só os projectos de gás, mas também outros sectores estratégicos da economia nacional. “Estamos a trabalhar para este momento de renovação. A construção do Rovuma LNG começa no próximo ano e é enorme. Mas o mais importante é que os jovens moçambicanos estejam preparados para aproveitar essas oportunidades”, concluiu Gibbs. O evento é organizado pela Talento, em parceria com o Instituto Industrial e Comercial da Matola, com o apoio financeiro da associação empresarial alemã e provedora de formação profissional KH-Kreishandwerkerschaft Steinfurt-Warendorf, e conta com o patrocínio da ExxonMobil Mozambique, do porto de Maputo, do Banco Absa, das empresas de engenharia e construção TRI-M e FPB, da Field Ready – que actua na capacitação de jovens para o mercado de trabalho – e de parceiros como a Associação Industrial de Moçambique (AIMO) e Associação de Conteúdo Local de Moçambique (ACLM). Texto: Germano Ndlovoa dvertisement
Painel