Os contribuintes que possuem o domicílio tributário em um dos 68 municípios que estão em situação de calamidade podem adiar até 30 de abril o cumprimento das obrigações tributárias, declaratórias e de pagamento cujos prazos se encerram, em situação normal, entre 28 de janeiro e 31 de março. Nesses casos, nenhum acréscimo ou penalidade será aplicado. O adiamento também vale para contadores públicos certificados, que, em regra, substituem os clientes no cumprimento dessas obrigações. Quando se trata de IRS, fevereiro e março são meses em que você precisa fazer várias declarações. Primeiro a validação ou comunicação de faturas relativas a 2025, que deve ser feita durante o mês de fevereiro até 2 de março. Quem teve mudanças no domicílio também deve comunicar no mesmo período, os dados atualizados. E o mesmo vale para outros dados pessoais, como divórcio ou casamento. No aluguel, os contratos de longo prazo, que dão direito a reduções no IR, devem ser declarados e os locadores com aluguéis mais baixos, que não passam recibos eletrônicos, devem fazer a declaração anual de aluguel. Estudantes no ensino superior têm que entregar o comprovante de frequência e aqueles que estão em um estabelecimento de ensino no interior do país ou região autônoma têm que comunicar as despesas com educação. É também em março que o Fisco confirma os valores das deduções à coleta e os contribuintes podem reclamar caso encontrem alguma falha quando o assunto é despesas gerais familiares. A entrega do Imposto de Renda vai acontecer entre 1º de abril e 30 de junho. Quem entregar mais rápido, recebe reembolsos mais rápido se tiver direito. No entanto, lembre-se que este ano os reembolsos serão menores devido às mudanças nas tabelas mensais de retenção na fonte e sempre dependem de cada caso específico e das despesas familiares com impacto nas deduções à coleta.

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