advertisemen tPara a maioria das pessoas, dívidas são sinónimo de dificuldades. E a verdade é que o sobreendividamento é um problema grave. Mas a verdade é que existem dívidas boas e o recurso ao financiamento pode ser uma decisão muito acertada, em algumas circunstâncias. Algumas dívidas ajudam a avançar e a criar valor. Outras atrasam objectivos, causam preocupação e limitam a liberdade financeira. Veja o que separa as dívidas boas e as dívidas más, com recurso a alguns exemplos práticos. Criação de valor Uma dívida tende a ser boa quando financia algo que valoriza ao longo do tempo ou gera rendimento. Exemplos típicos de uma dívida com potencial para criar valor são uma casa para habitação própria com prestação sustentável, uma formação que aumenta a empregabilidade e o salário ou um equipamento que faz crescer a produtividade de um pequeno negócio. No pólo oposto está o crédito utilizado para comprar ‘gadgets’, férias ou outros bens que desvalorizam rapidamente. Aqui, estamos perante financiamento de consumo e não investimento. Este primeiro filtro é qualitativo, mas evita muitos erros. Pergunte sempre: “Isto cria valor palpável e duradouro?” Horizonte temporal O prazo do crédito deve ser coerente com a “vida útil” do que está a financiar. Em princípio, financiar um telemóvel a 48 meses é má ideia – a não ser que seja uma ferramenta de trabalho indispensável que não possa pagar a pronto. Já financiar uma casa a 30 anos pode ser bastante racional – mesmo sabendo que vai pagar um valor muito significativo em juros – desde que o custo total e os riscos estejam controlados. Sustentabilidade no orçamento Por muito boas que sejam as condições de um crédito, o financiamento pode ser má ideia se não couber no seu orçamento. A principal forma de perceber se tem capacidade para pagar o empréstimo é através da taxa de esforço, ou seja, a percentagem do seu rendimento líquido que vai para o pagamento de todas as prestações de crédito. Não é aconselhável que seja superior a 30% – e quanto mais baixa for, melhor, porque convém manter margem para imprevistos e para poupança regular. Condições do crédito Mesmo que um empréstimo se destine à criação de valor, só será verdadeiramente uma dívida boa se o crédito tiver condições favoráveis ​​em relação ao que é praticado no mercado. Fonte: Doutor Finanças

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