a d v e r t i s e m e n tO 13.º salário é, para muitos, um respiro importante no fim do ano, ajudando a aliviar o orçamento após meses de gastos acumulados. Todavia, sem um bom planeamento financeiro, esse dinheiro extra desaparece rapidamente, especialmente diante de despesas típicas dessa época, como presentes, viagens e contas sazonais.
Para evitar este cenário, o advogado Bruno Medeiros Durão, citado pelo portal Edicase, explica que o benefício deve ser usado estrategicamente. “O grande erro é pensar que o 13.º salário é dinheiro extra para gastar. É um recurso essencial para organizar a sua vida financeira e entrar no próximo ano com segurança”, afirma.
A seguir, veja as principais orientações do especialista para gerir o 13.° salário!
Priorize dívidas de juros altos
A primeira recomendação é direccionar o 13.º salário para eliminar dívidas mais caras, como cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais. Segundo Bruno Medeiros Durão, essa deve ser sempre a prioridade.
“Quitar dívidas de juros elevados é, na prática, o melhor investimento que alguém pode fazer. Cada valor usado para reduzir esse saldo evita que os juros se acumulem e comprometam todo o orçamento de 2026”, explica.
Garanta as despesas do início do ano
Após eliminar os débitos mais urgentes, Bruno Medeiros Durão orienta que o trabalhador prepare o orçamento para Janeiro e Fevereiro, meses tradicionalmente carregados de cobranças, matrícula escolar e seguros.
“O começo do ano é cheio de obrigações fixas, e muitas famílias acabam por entrar no vermelho logo em Janeiro. Reservar parte do 13.º para essas despesas é uma forma inteligente de evitar dívidas e manter estabilidade financeira”, afirma.
Invista pensando no futuro
Com as contas sob controlo, o especialista recomenda que o trabalhador utilize uma parcela do 13.º para fortalecer a construção de património. Isso pode incluir previdência privada, investimentos em renda fixa ou até o início de uma poupança voltada para projectos de longo prazo.
“O 13.º também pode ser um ponto de viragem. Quando o trabalhador direcciona parte desse valor para investimentos, começa a formar activos e reduz a dependência de crédito no futuro”, destaca Bruno Medeiros Durão.
Estabeleça limites para o consumo de fim de ano
Mesmo no período de celebrações, o advogado alerta para o risco de comprometer todo o benefício em compras sazonais ou festividades. “Não existe problema em reservar uma pequena quantia para presentes ou lazer, mas isso precisa de ser planeado. O 13.º não deve ser visto como autorização para gastar sem controlo”, reforça.
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