A operação de captura de Nicolás Maduro conduzida pela administração Trump abriu uma fissura profunda no edifício já frágil do Direito Internacional. Desde 1945 que a ordem global assenta num princípio simples, ainda que imperfeito: nenhum Estado pode usar a força no território de outro sem mandato claro das Nações Unidas ou sem consenso entre aliados. A arquitetura construída no pós-guerra, com todas as suas contradições, procurou precisamente impedir que as grandes potências agissem unilateralmente, guiadas apenas pelos seus interesses imediatos. Ao avançar para uma operação desta natureza sem consulta prévia, Trump pôs em causa a relação da América com todos os países do mundo. Mas, acima de tudo, com as democracias liberais ocidentais de que é um aliado defensivo e de valores.
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