
O Observatório Cherenkov foi projetado para “detetar raios gama de energia muito elevada emitidos pelos eventos mais violentos e poderosos do Universo”, como buracos negros e estrelas de neutrões, segundo o OES, e será composto por mais de 60 telescópios repartidos por dois locais, Chile e Canárias, em Espanha. A rede sul do observatório, no Chile, terá 50 telescópios, com os primeiros a serem instalados no Cerro do Paranal “até ao final de 2026”, permitindo “captar uma vasta gama de energias, milhares de milhões de vezes mais energética do que a luz visível”. Ficarão situados a menos de dez quilómetros a sudoeste do local onde se encontra instalado o telescópio VLT do OES. A Starliner será usada numa missão de transporte de carga com destino à Estação Espacial Internacional. Problemas verificados na última missão em que a cápsula foi usada resultaram em astronautas retidos na estação espacial. Miguel Patinha Dias | 10:20 – 25/11/2025 Em comunicado, o OES, organização astronómica da qual Portugal faz parte, adianta que o Observatório Cherenkov “detetará radiação de alta energia com uma precisão sem precedentes”. “Quando um fotão gama energético atinge a atmosfera da Terra produz uma cascata de partículas que dá origem à emissão de um tipo de radiação conhecida por radiação de Cherenkov — um característico clarão de luz visível azul ténue. Esse clarão dura apenas alguns milésimos de milionésimos de segundo, por isso tem de ser capturado por câmaras extremamente rápidas e sensíveis, instaladas em telescópios com enorme poder para capturar a luz e a operar sob céus muito escuros e límpidos”, esclarece o OES. Leia Também: Novo líder da NASA é multimilionário (e aliado de Elon Musk)
Painel