a d v e r t i s e m e n tO 28.º Global CEO Survey da PwC indica que os próximos anos serão definidos por factores macroeconómicos e avanços tecnológicos, assim uma vez que pela capacidade de agir com visão.
Apesar do clima global incerto, marcado por conflitos geopolíticos, inflação e volatilidade dos mercados, a maioria dos CEO mostra-se surpreendentemente optimista quanto ao desenvolvimento parcimonioso global. Tapume de 60% acreditam que a economia irá expandir-se nos próximos 12 meses — um contraste gritante face a exclusivamente 18% que tinha essa expectativa em 2023.
Oriente optimismo, no entanto, não anula uma inquietação de fundo: 42% dos líderes empresariais admitem que as suas empresas não serão viáveis dentro de uma dez caso não realizem mudanças estruturais profundas.a d v e r t i s e m e n t
A IA sai do laboratório
Entre os motores de transformação mais relevantes, a Lucidez Sintético (IA) assume o protagonismo. Entrou no radar dos executivos há pouco tempo, mas já se tornou numa força de disrupção: 56% dos CEO relataram ganhos de eficiência, 34% falam de aumentos de lucros e 32% relatam melhorias nas receitas.
Todavia, as expectativas revelaram-se excessivamente optimistas. Enquanto 64% esperavam um aumento da eficiência dos colaboradores, exclusivamente 56% o confirmaram. No caso da rentabilidade, a diferença foi de 46% para 34%, e no desenvolvimento das receitas, de 41% para 32%. Mais preocupante é o desfasamento entre a cobiça tecnológica e a preparação real das organizações. Somente um terço dos directores executivos tenciona integrar a lucidez sintético nas suas estratégias de formação e qualificação. Soma-se a isso um nível de suspeição estrutural: exclusivamente 33% afirmam encarregar amplamente na IA nos seus processos críticos. Esta falta de crédito está associada à falta de “princípios de IA responsável”, fundamentais para evitar conteúdos enviesados, riscos legais, problemas de propriedade intelectual e impactos negativos sobre a sustentabilidade.
Outro ponto médio é a duração do procuração dos CEO. A maioria espera permanecer no incumbência por cinco anos ou menos
Adicionalmente, o impacto da IA sobre o tarefa ainda é dúbio: 17% das empresas aumentaram as suas equipas com o investimentos em IA, mas 13% fizeram cortes. As empresas que mais beneficiam são as que apostam na sua integração com plataformas tecnológicas, processos operacionais e fluxos de trabalho.
Do ideal à rentabilidade
No campo da sustentabilidade, um terço das empresas que investiram em práticas ecológicas nos últimos cinco anos registou um aumento de receitas. Dois terços reduziram ou estabilizaram custos. A relação entre sustentabilidade e performance financeira tornou-se inegável. Os CEO com maior percentagem do seu salário indexada a métricas ambientais tendem a obter melhores resultados. As iniciativas mais comuns passam por protecção de infra-estruturas, requalificação de equipas e planeamento financeiro sensível ao risco climatológico.
“Liderar num mundo em disrupção não exige exclusivamente reacção, mas também capacidade de antecipação disciplinada”— estudo PwC, 28th Annual Global CEO Survey
Importa sublinhar que 70% dos investidores acreditam que as empresas devem liderar a transição climática, mesmo que isso reduza os lucros a pequeno prazo. Esta mudança de mentalidade reforça a premência de as lideranças empresariais verem a sustentabilidade não uma vez que dispêndio, mas uma vez que investimento.
Deliberar no meio da tempestade
O estudo revela que os CEO continuam a enfrentar desafios significativos no campo da tomada de decisões estratégicas. Somente 44% atribuem probabilidades explícitas aos cenários em estudo e 58% julgam as decisões exclusivamente pelos resultados finais. Práticas uma vez que a transparência nos critérios, estudo sistémica ou mitigação de vieses cognitivos ainda são pouco aplicadas. Oriente défice prejudica a capacidade de procedimento em contextos de elevada incerteza, onde as heurísticas ou factores emocionais podem distorcer julgamentos.
Acresce que a capacidade de realocação de recursos — importante à destreza estratégica — é limitada: 50% dos CEO realocam menos de 10% dos seus recursos de ano para ano. Todavia, empresas com níveis superiores de realocação (supra de 30%) apresentam margens de lucro significativamente mais elevadas e conseguem gerar mais receitas a partir de novos negócios. Isto evidencia uma relação directa entre flexibilidade interna e performance.
Novos territórios, novas regras
A reinvenção já começou, mas os resultados ainda são tímidos. Somente 7% das receitas dos últimos cinco anos provêm de negócios verdadeiramente novos. Tapume de 38% dos CEO afirmam ter lançado novos produtos, 32% exploraram novos mercados e 40% das empresas actuam agora em sectores diferentes dos seus originais. Esta reconfiguração intersectorial reflecte movimentos uma vez que os de empresas tecnológicas a entrarem no sector energético ou bancos a expandirem-se para serviços de consumo do dedo.
“A questão já não é se devemos reinventar o negócio, mas sim se o faremos a tempo. O horizonte pertence a quem agir antes que a mudança se torne imposição.” — PwC, 28th Annual Global CEO Survey
Outro ponto médio é a duração do procuração dos CEO. A maioria espera permanecer no incumbência por cinco anos ou menos, o que limita a capacidade de implementar transformações estruturais. O relatório mostra que CEO com mandatos mais longos têm maior propensão para investir em IA, usar boas práticas de decisão e liderar processos de reinvenção. Esta “emboscada do procuração pequeno” impõe um repto às administrações: uma vez que incentivar uma visão de longo prazo num sistema orientado por resultados imediatos?
O horizonte decide-se agora
O relatório deixa um aviso inequívoco: o horizonte empresarial será definido por decisões tomadas hoje. GenAI, sustentabilidade e reinvenção não são meros projectos — são pilares estratégicos. As empresas que investirem agora nestas frentes, com coragem e lucidez, estarão mais muito posicionadas para prosperar num envolvente de mudança permanente. As que hesitarem arriscam a obsolescência. Porquê questiona o próprio relatório: se o seu procuração durasse mais dez anos, que decisões tomaria hoje?
Texto: Felisberto Ruco • Retrato: D.R.a d v e r t i s e m e n t
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