“Este ano passamos para as 5.091 versus as 4.716 antes e esperemos que esse tipo de crescimento ocorra para o próximo ano também”, afirmou o presidente. As ‘startups’ portuguesas empregam agora cerca de 28 mil pessoas, uma subida de 8% face às cerca de 26 mil em 2024. O dirigente avançou também que 70% destas empresas nasceram nos últimos cinco anos consolidando “uma geração nova de empresas no mercado”. “O que é muito interessante é que destas empresas 70% nasceram nos últimos cinco anos, há realmente uma geração nova de empresas no mercado”, afirmou. Em termos financeiros, o volume de negócios do setor atingiu os 2.856 milhões de euros, um crescimento de 9% face ao ano anterior, e representa agora cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e 1,5% das exportações totais. “Agora já estamos a conseguir provar o ponto que isto realmente começa a ter impacto na economia portuguesa e acho que vai ter cada vez mais”, defendeu Alexandre Santos. Relativamente à Web Summit, o presidente da Startup Portugal elogiou o evento e destacou a importância para as ‘startups’ portuguesas. “É muito importante ter uma presença muito forte de Portugal dentro deste evento, que tem mais de 70 mil pessoas, de todo o mundo”, asseverou. “Um dos pontos mais importantes da nossa participação cá é trazermos 115 startups no programa Road to Web Summit, e é engraçado que este ano mais de 50% delas já vêm de fora dos centros urbanos de Porto e Lisboa”, referiu o presidente da organização. Alexandre Santos encara bem a posição do Governo em ralação à inovação e aplaudiu os esforços do executivo para simplificar a burocracia, assim como para a facilitar o desenvolvimento de negócios. “Em primeiro lugar porque eles, o Governo, querem agarrar de frente o tema da burocracia e as questões da simplificação de processos e da facilitação do desenvolvimento de negócio com o uso e o recurso da AI (e) acho que isso é muito importante, o Estado assumir com grande desígnio”, denotou. O presidente da organização mencionou ainda a ambição do Governo de tornar Portugal num ‘hub’ para a inovação e um dos ‘players’ internacionais no setor da IA. “Eu acho que é o nível de ambição que nós temos que pôr na cabeça de toda a gente”, disse. “Nós estamos a assistir se calhar à maior onda de inovação que vamos ter enquanto sociedade com o advento do AI”, acrescentou. Alexandre Santos crê também que hoje existem menos entraves à criação de empresas, devido em grande parte ao advento da IA. “Acho que as barreiras à criação de empresas caíram substancialmente, com cada onda (tecnológica) e agora ainda mais com a AI”, afirmou. Em matéria de desenvolvimento das ‘startups’, o dirigente considera que “o mundo está muito mais rápido” e que é necessário “ter a rede e o acesso certo aos mercados para o desenvolvimento de negócio”, concluiu. Alexandre Santos destacou ainda a necessidade de “ter acesso também a capital do estrangeiro, que é importante, porque também é uma forma de validar que o que nasce em Portugal tem valor”. Em 2025, a Startup Portugal irá também lançar a Plataforma Nacional de Mapeamento do Ecossistema de Startups, que agregará dados de startups, incubadoras, investidores e entidades públicas num único ponto de acesso. Nesta edição da Web Summit, que decorre até 13 de novembro, são esperados mais de 70.000 participantes e acima de 2.500 startups a exibir os seus produtos e serviços e mais de 1.000 investidores. A Web Summit começou em Lisboa em 2016 e a sua realização está garantida até 2028. Leia Também: Paddy Cosgrave considera Polónia o “menino de ouro de uma nova Europa”

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