advertisemen tO economista mauritano Sidi Ould Tah assumiu esta segunda-feira, 1 de Setembro, a presidência do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), numa cerimónia em Abidjan, Costa do Marfim. Eleito em Maio, o novo dirigente comprometeu-se a dar continuidade à missão da instituição: “Assumo o compromisso solene de trabalhar num espírito de concertação e colegialidade, a fim de prosseguir a missão que nos une: construir uma África robusta e próspera.” Na sua intervenção, o responsável salientou os principais desafios que o continente enfrenta, como a redução da ajuda internacional ao desenvolvimento, o aumento do peso da dívida pública e os impactos negativos das alterações climáticas. “África está de olhos postos em nós, a juventude espera por nós, é hora de agir”, frisou, lembrando ainda que a paz é condição indispensável para alcançar os objectivos de crescimento sustentável. Criado em 1964, o BAD é actualmente um dos maiores bancos multilaterais de desenvolvimento, com 81 países-membros, dos quais 54 são africanos. Com sede em Abidjan, a instituição atravessa uma fase delicada depois de os Estados Unidos da América (EUA) terem anunciado a retirada da sua contribuição de 500 milhões de dólares para o fundo destinado aos países africanos de baixo rendimento. Com 60 anos, Sidi Ould Tah torna-se o primeiro mauritano a liderar o BAD. Foi ministro da Economia do seu país entre 2008 e 2015 e, posteriormente, dirigiu, durante dez anos, o Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico em África (BADEA). Nesse período, conseguiu quadruplicar o balanço patrimonial da instituição e melhorar o seu rating para AAA — a classificação máxima atribuída pelas agências internacionais, que reflecte grande solidez financeira e risco muito reduzido. No BAD, sucede ao nigeriano Akinwumi Adesina, que ocupou o cargo desde 2015 e alcançou resultados históricos. Entre eles, destaca-se o aumento do capital autorizado de 93 mil milhões para 318 mil milhões de dólares, o maior da história da instituição. Durante a campanha que o levou à presidência, Sidi Ould Tah defendeu a necessidade de diversificar os financiadores do banco, sublinhando a importância dos países do Golfo como parceiros estratégicos. A sua proximidade com esta região é considerada uma vantagem num momento em que estes países têm vindo a reforçar os investimentos em África, podendo colmatar a diminuição do apoio dos EUA. O financiamento do BAD provém das contribuições dos Estados-membros, de empréstimos contraídos nos mercados internacionais e ainda de reembolsos e rendimentos de créditos concedidos. Esta estrutura de recursos tem permitido à instituição apoiar projectos de grande dimensão e impacto. Nos últimos anos, o banco financiou iniciativas como a maior estação de tratamento de águas residuais de África, em Gabal el Asfar, no Egipto, a construção de uma ponte entre o Senegal e a Gâmbia, a ampliação do porto de Lomé, no Togo, além de projectos de saneamento no Lesoto e de electrificação no Quénia. Exemplos que demonstram, segundo analistas, a relevância do BAD e a dimensão da responsabilidade que agora recai sobre Sidi Ould Tah. Fonte: Lusa

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