
Enquanto nos Estados Unidos a maioria republicana na Câmara dos Representantes está a preparar uma “crypto week”, para confirmar uma série de projetos legislativos para aprofundar a relação das cripto aos mercados tradicionais, por cá vai ser registado esta semana o Instituto Português de Bitcoin. A notícia foi avançada ao Negócios por Henrique Corrêa da Silva, presidente do Instituto New Economy, que acrescenta que será um instituto “constituído por portugueses para conseguirmos fazer qualquer ‘awakeness’ (sensibilização) para o setor público, principalmente para o Estado português perceber a valimento”. “Nós achamos que o mundo vai mudar e que a novidade ordem monetária internacional, já defendemos isto há muito tempo, vai ser baseada na Bitcoin. Eu sei que parece um pedaço maluco para muita gente, que não percebe o que é que está em desculpa, mas se analisarem, o Bitcoin não é um problema financeiro, é um problema monetário. Aparece uma vez que uma resposta, em 2008, exatamente a uma crise no sistema monetário na profundeza, que não está resolvida, muito pelo contrário, os problemas do sistema monetário que depois criam problemas financeiros, continuam aí, e estão aliás, debaixo do tapete, provavelmente o risco tem vindo a aumentar. Nós achamos que o novo sistema monetário um dia vai ter uma vez que moeda base, um pouco uma vez que tínhamos um padrão ouro, vamos ter uma espécie de um padrão bitcoin, um bitcoin standard”, defende. Nesse sentido, acrescenta, “achamos que Portugal devia estar nesse pelotão da frente, até porque temos a sorte de já estar de certa forma a ser um cripto hub de referência internacional. Temos uma lei de fiscalidade de criptoativos muito atrativa, provavelmente das melhores do mundo, e seria interessante se Portugal, uma vez que no pretérito, há 500 anos, fossemos pioneiros noutras tecnologias, neste caso, nas novas descobrimentos de blockchain e bitcoin”. Esta segunda-feira, 14 de julho, a Bitcoin atingiu a barreira histórica dos 123 milénio dólares. Henrique Corrêa da Silva acredita que a impulsionar esta valorização está, entre outros fatores, a possante procura. “Há uma corrida à Bitcoin e começam a entrar os institucionais. Foi um ativo procurado durante muitos anos pelos particulares e, neste momento, estamos a ver os institucionais, nomeadamente de Wall Street, a inaugurar a entrar na corrida e a breve trecho, penso eu, vamos ver os próprios Estados soberanos também entrar na corrida”. Sobre a “crypto week” nos Estados Unidos, com várias votações a suceder esta semana tanto na Câmara dos Representantes uma vez que no Senado, o presidente do Instituto New Economy considera muito positiva para o setor. “Porquê se sabe, a governo Biden era muito hostil ao setor dos criptoativos e a governo Trump é exatamente o contrário. Portanto, das primeiras coisas que o Presidente Trump fez com a sua ordem executiva foi gelar ou revogar as ordens executivas anteriores, que eram muito hostis ao setor. E o mais importante de tudo vai ser, se calhar, o Strategic Reserve, que é uma aposta estratégica dos Estados Unidos e que, por exemplo, nós no Instituto do Economy defendemos para Portugal há vários anos também, que é que o próprio Estado soberano tenha uma suplente estratégica de Bitcoin, uma vez que é o ouro do dedo”.
Painel