advertisemen tA nova embaixadora da União Europeia (UE) em Cabo Verde, Sylvie Millot, afirmou esta quarta-feira, 10 de Setembro, que o país é o único da África Subsaariana com uma “parceria especial” com a instituição. A diplomata, citada pela Lusa, assegurou que irá reforçar a cooperação com as autoridades cabo-verdianas. “Cabo Verde é o único país na África Subsaariana com o qual a UE tem esta “parceria especial”. Isto demonstra a excelência das nossas relações económicas, comerciais, mas também humanas, culturais e de amizade”, declarou Sylvie Millot, após apresentar cartas credenciais ao Presidente cabo-verdiano, José Maria das Neves. A embaixadora destacou que esta parceria ganhou uma nova dimensão com os investimentos da iniciativa Global Gateway, o plano europeu de investimento em infra-estruturas estratégicas. Estes apoios visam acelerar a transição digital e energética, bem como o desenvolvimento da economia azul no arquipélago. “Estes investimentos terão um grande impacto na vida de cada cabo-verdiano. Falo também da cooperação na segurança marítima, do desenvolvimento sustentável e da cultura, que dinamizam a nossa parceria. A UE é um parceiro fiável e de todos os momentos”, acrescentou. Nos próximos quatro anos, Sylvie Millot garantiu que irá trabalhar de perto com as autoridades locais, a sociedade civil e o sector privado. O objectivo, frisou, será “reforçar ainda mais esta parceria que une a UE, os seus Estados-membros e Cabo Verde.” Em Setembro de 2024, Cabo Verde, a UE e o Banco Europeu de Investimento (BEI) assinaram um pacote financeiro de 300 milhões de euros. O valor está destinado a apoiar os sectores abrangidos pela estratégia Global Gateway, incluindo a mobilização do sector privado. A nova embaixadora, de nacionalidade francesa, possui mais de 30 anos de carreira nas instituições da UE. Ocupou cargos de responsabilidade em Bruxelas e exerceu funções em países como Marrocos, República Dominicana e Moçambique. Na direcção-geral das parcerias internacionais da UE, Sylvie Millot foi responsável por regiões como América Latina, Caraíbas, África Austral e oceano Índico. Teve ainda um papel relevante em dossiês sobre alterações climáticas, apoio orçamental e na própria iniciativa Global Gateway.

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