O Serviço Nacional de Migração de Moçambique (SENAMI) anunciou que 17 cidadãos malauianos foram detidos por permanência ilegal no País e suspeitas de exploração ilegal de madeira e ouro no distrito de Chimbonila, província de Niassa, na região Norte de Moçambique.
“Realizámos uma triagem que resultou na detenção de 17 cidadãos malauianos, todos eles em situação ilegal, dos quais 16 homens e uma mulher”, afirmou Fernando Armando, director do Serviço Nacional de Migração, citado pela Lusa.
O responsável explicou ainda que a detenção dos estrangeiros resultou de uma denúncia feita por populares, da zona de Macassangilo, onde os suspeitos realizavam ilegalmente actividades de exploração de recursos. “Temos dois indivíduos com passaporte e temos três com certificado de emergência de Maláui, todos expirados, e os demais entraram violando a fronteira”, frisou.
Fernando Armando garantiu que o SENAMI vai redobrar a fiscalização fronteiriça, visando impedir “muitas entradas ilegais” em todos os distritos fronteiriços daquela província, principalmente os que fazem fronteira com a Tanzânia e o Maláui.
“Ao entrar ilegalmente no País, o cidadão estrangeiro tem a intenção de explorar os recursos naturais, por isso, precisamos de prestar muita atenção e defender a nossa soberania. Reconhecemos o apoio do Governo e da Polícia da República de Moçambique nos trabalhos de identificação e neutralização dos ilegais”, concluiu.
Em Julho, o chefe do Estado, Daniel Chapo, desafiou o Serviço Nacional de Migração a intensificar a segurança nos postos fronteiriços do País e a combater, “com maior vigor, a imigração ilegal”, apelando a um reforço da integridade, inovação e eficiência no serviço público.
Chapo exigiu também a melhoria do atendimento ao público, com enfoque na qualidade, humanismo e eficiência, sublinhando a necessidade de eliminar a intermediação ilícita na emissão de documentos migratórios. “O cidadão deve lidar directamente com o Serviço Nacional de Migração e não pode haver intermediários neste serviço”, vincou.
Nos últimos cinco anos, as autoridades migratórias do País registaram 8868 imigrantes ilegais, dos quais 66780 malauianos, 1125 etíopes, 151 congoleses, 278 paquistaneses, 106 bengalis, 82 burundeses.
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