
“Em 28 de janeiro de 1986, um trágico acidente tirou a vida a todos os sete astronautas a bordo do Challenger”, recordou a agência espacial na rede social X, referindo-se ao desastre ocorrido após o lançamento do vaivém espacial do Cabo Canaveral, na Florida.
“O seu legado permanece vivo e orienta o nosso compromisso com a aprendizagem, a vigilância e a segurança”, acrescentou.
O enorme vaivém transportava sete pessoas, incluindo uma professora que iria dar aulas a partir do espaço para demonstrar que as viagens espaciais se tinham tornado rotina.
Mas o foguetão desintegrou-se apenas um minuto após a descolagem, prevista para uma manhã excecionalmente fria, devido à falha de um componente concebido para selar as secções do foguetão, permitindo a entrada de gases quentes e chamas no depósito de combustível.
A NASA levou a cabo um reposicionamento necessário para que a Estação Espacial Internacional continue a operar normalmente em órbita. A desativação da estrutura só está prevista para 2030, altura em que será feita uma reentrada controlada.
Miguel Patinha Dias | 11:18 – 27/01/2026
O acidente foi especialmente trágico porque estava a ser transmitido em direto para todo o país, ao contrário de outras missões que também falharam, como a Apollo 1, em que os três astronautas morreram num incêndio na cabine no solo.
A bordo do vaivém Challenger seguiam os astronautas Francis ‘Dick’ Scobee, Michael J. Smith, Judith Resnik, Ronald McNair, Ellison Onizuka, Gregory Jarvis e a professora Christa McAuliffe.
A conta no X sobre o arquivo histórico da NASA publicou na quarta-feira uma foto dos sete membros da missão, juntamente com as palavras proferidas pelo então Presidente dos EUA, Ronald Reagan (1981-1989), após o acidente.
“Romperam os limites da Terra para tocar a face de Deus”, disse o republicano na altura.
O desastre do Challenger marcou um ponto de viragem para as missões espaciais, que não voltaram a levar os civis ao espaço durante várias décadas.
Barbara Morgan, outra professora que fazia parte do Projeto Professores no Espaço, viajou para o espaço em 2007, mas a NASA classificou-a como “astronauta educacional” em vez de “civil” para enfatizar que tinha sido treinada para situações emergências.
Além disso, o desastre obrigou a NASA a melhorar os procedimentos de segurança e prevenção de riscos para os seus lançamentos e marcou o início do fim da utilização do vaivém para enviar satélites para o espaço, outro dos objetivos do Challenger, reservando os humanos para missões mais complexas.
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