A Electricidade de Moçambique (EDM) reportou que, ao longo do presente ano, registou prejuízos de cerca de 7,6 milhões de dólares na província de Nampula, no norte do País, resultantes de constrangimentos operacionais e da vandalização de infra-estruturas. De acordo com Cristiano Neves, director de Operações da EDM em Nampula, as perdas comprometeram o processo de expansão da rede, bem como o processo de melhoria de novas ligações para os clientes que ainda necessitam de energia. Contudo, apesar das dificuldades registadas ao longo do ano, a empresa conseguiu superar as metas definidas para novas ligações à rede eléctrica naquela província. “Nas novas ligações iniciámos mal, mas até agora já estamos com o nível de grau de cumprimento de 110%. Estavam previstas 77 mil novas ligações ao sistema eléctrico, número que já foi ultrapassado, com 81 mil clientes actualmente integrados”, detalhou. Em Agosto, a Electricidade de Moçambique (EDM) anunciou que estava a gerir uma carteira de projectos superior a 700 milhões de dólares, destinados ao transporte e distribuição de energia eléctrica, num esforço que visa responder à crescente procura interna, assegurar a industrialização e reforçar a posição do País como exportador regional de energia. Na altura, o director de transporte da EDM, Luís Amado, disse que a empresa aplica anualmente cerca de 50 milhões de dólares apenas para manter os actuais clientes ligados e garantir a estabilidade da rede nacional. “Só para manter os clientes que temos e assegurar algumas expansões, gastamos todos os anos cerca de 50 milhões de dólares”, explicou. O responsável sublinhou que, com o apoio do Governo e de parceiros internacionais, estão em execução projectos avaliados em mais de 700 milhões de dólares, destinados a reforçar a rede de transporte e distribuição, bem como a promover interligações regionais. Um dos empreendimentos emblemáticos é a linha de interconexão com o Maláui, actualmente em construção, cuja conclusão está prevista para o final deste ano. No domínio da geração, a EDM aposta em centrais estruturantes para diversificar e aumentar a oferta. A Central de Temane, na província de Inhambane, com capacidade de 450 megawatts (MW), encontra-se na fase final de construção. “A Central de Temane conheceu algum atraso devido ao ciclone Idai, mas já retomou. A linha de transmissão associada está concluída e a central deverá começar a injectar energia brevemente”, afirmou o responsável. Actualmente, a EDM opera nove centrais eléctricas em funcionamento, enquanto outras estão em fase de estruturação e busca de financiamento. A empresa considera que a expansão da geração terá de acompanhar o ritmo da industrialização e da electrificação rural, que cresce acelerado. “Já não é como há dez anos. Hoje, precisamos que novas centrais entrem em funcionamento com maior rapidez, para responder ao ritmo do desenvolvimento do País”, concluiu Luís Amado.advertisement

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