advertisemen tA Namíbia irá considerar cuidadosamente se deve ou não adquirir uma participação na De Beers, uma vez que a queda no preço dos diamantes persiste, informou a Reuters nesta terça-feira (30). A gigante dos diamantes foi colocada à venda pela Anglo American, uma vez que a empresa-mãe está a reestruturar o seu portefólio para se concentrar no cobre e no minério de ferro. A Anglo anunciou a 9 de Setembro estar a negociar uma fusão com a canadiana Teck Resources para criar uma gigante do cobre. Em Junho, a De Beers atraiu o interesse de pelo menos seis potenciais investidores, enquanto a empresa estatal de diamantes de Angola, Endiama, anunciou a 24 de Setembro que tinha feito uma oferta por uma participação minoritária na empresa. Angola afirmou que pretende uma estrutura de propriedade alargada para a De Beers, que incluiria o Botsuana, a África do Sul e a Namíbia, países onde a empresa opera. O Governo da Namíbia e a De Beers detêm, cada um, 50% da Namdeb Holdings, que produziu 2,2 milhões de quilates de diamantes em bruto em 2024, cerca de 9% da produção do grupo De Beers no ano passado. O vice-primeiro-ministro da Namíbia, Natangwe Ithete, que também é responsável pelas minas, destacou ao site de notícias financeiras The Brief que o país precisava de avaliar a indústria de diamantes, cujas perspectivas foram prejudicadas pelos diamantes sintéticos e pela fraca procura. “Não é segredo que a indústria está sob pressão e a ser afectada pelos chamados diamantes de laboratório, os sintéticos. Logo, isso é algo que precisamos de estudar com muito cuidado, para determinar se vale a pena prosseguir ou não”, afirmou o governante. O vizinho Botsuana, que detém uma participação de 15% na De Beers, está também a tentar obter uma participação controladora na empresa. A Anglo American avalia a De Beers em cerca de 4,9 mil milhões de dólares, após registar 3,5 mil milhões de dólares em imparidades nos últimos dois anos, mas as actuais pressões do mercado podem levar a ofertas mais baixas.
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