“Hoje anunciamos o nosso projeto de expansão Exlabesa Coimbra 2030. Dotámo-lo em 40 milhões de euros. Pretendemos aumentar a nossa capacidade produtiva de 16 mil para 45 mil (toneladas anuais)”, anunciou hoje Ramón Vázquez, gerente da empresa, no final de uma visita às instalações fabris em Soure. O plano da empresa, com sede em Valga, Pontevedra, Espanha, e que se dedica à extrusão do alumínio (um processo de transformação a quente daquele material, que depois é moldado em componentes diversos), prevê a expansão das atuais instalações, inauguradas em 2024, de 10 mil m2 para 30 mil m2. Segundo Ramón Vázquez, a primeira prensa a ser instalada será de 12 polegadas de 45MN, que será uma das “instalações pioneiras” em Portugal, dada a sua “capacidade e sofisticação”. “Graças à expansão, a estas melhorias técnicas, poderemos desenvolver perfis com especificações técnicas e dimensionais mais extremas. Pretendemos chegar a mercados de elevado valor acrescentado, como o naval, a defesa e a mobilidade”, explicou. Atualmente, a Exlabesa fornece perfis de alumínio para os mercados da construção, fotovoltaico e aplicações industriais especializadas, chegando ao mercado português, que é o de referência, mas também França, Alemanha e Espanha. De acordo com o gerente da empresa, o projeto de crescimento integra “um forte compromisso” com a sustentabilidade e transição climática, pretendo reduzir-se a pegada de carbono dentro dos novos produtos. “Por outro lado, continuaremos a apostar num modelo de economia circular, recuperando materiais e otimizando processos”, acrescentou. Com o plano hoje apresentando, Ramón Vázquez admitiu criar 300 novos postos de trabalho nos próximos quatro anos, que se somam aos atuais 100. “Optaremos pelo talento local e pelas mulheres”, garantiu o gerente, que considerou que o plano de crescimento da empresa é “ambicioso”. O presidente da Câmara Municipal de Soure, Rui Fernandes, sublinhou que a empresa tem uma “operação relevantíssima” e que é importante que esteja em Soure. “O impacto que a Exlabesa tem é verdadeiramente um impacto regional”, salientou. Destacando o valor do investimento, que poderá aumentar mais 300 postos de trabalho, fazendo da empresa o primeiro empregador do concelho, Rui Fernandes disse que este é “o assunto” para a autarquia e assumiu querer completar o processo de licenciamento da empresa no primeiro trimestre. “Este investimento é já uma realidade, há trabalhos que estão a ser feitos, como, por exemplo, o movimento de terras, mas nós queremos no primeiro trimestre do ano completar todo este processo”, indicou, acrescentando que, para Soure “não há nada mais importante do que concretizar o investimento que pode trazer 300 novos postos de trabalho”. Leia Também: Já são conhecidos os intérpretes e os temas do Festival da Canção de 2026

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