“Num contexto onde estamos a resolver problemas estruturais da saúde, a reformar os meios disponíveis, a reforçar medidas legislativas que reforçam a capacidade de gestão, os problemas da Saúde não se resolvem com demissões nem com jogadas político-partidarias, resolvem-se com resiliencia”, afirmou esta tarde no Parlamento o primeiro-ministro, sublinhando que “A ministra da Saúde vai continuar no Governo”. Luís Montenegro falava durante o debate quinzenal, e respondia a uma intervenção de Pedro Pinto, do Chega, que abriu a sua intervenção lembrando os três casos de mortes por falta de apoio do INEM. “As suas políticas para a saúde são um desastre”, frisou, defendendo que “o que tem falhado é a falta de coordenação”. “O problema da saúde estava identificado, todos já sabíamos que ia ser um inverno duro”, mas “nada foi feito”, rematou, lançando a pergunta: “até quando vai segurar a ministra da Saúde”. “Quero começar por reiterar o profundo pesar pelas mortes, cujas causas ninguém em rigor pode neste momento declarar, mas que não tiveram o socorro que era devido e desejável”, respondeu o primeiro-ministro, defendendo que “não podemos cair no equívoco de estar a tirar conclusões precipitadas”. Montenegro sublinhou que “não é correto não ter uma avaliação criteriosa e rigorosa daquilo que se passa” e lembrou as 12 mortes registadas em outubro de 2024, casos que foram investigados tendo, em nove deles, sido excluída uma relação “entre o atraso da resposta e a fatalidade da ocorrência”. Nos outros três foi admitida essa possíbilidade, mas dois foram já arquivados, acrescentou. “Para nós, um caso é suficiente para o nosso total empenhamento e esforço para garantir resposta para todos”, mas “o que não é correto é não ter uma avaliação criteriosa e rigorosa daquilo que se passa”, afirmou o primeiro-ministro. Lamentando a morte de três pessoas devido a falhas no INEM, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, criticou também as falhas no INEM, dizendo que o socorro de emergência tornou-se “numa lotaria que joga com a vida das pessoas”. Em resposta, Montenegro acusou Carneiro de “descaramento” depois de anos de desinvestimento no INEM, que levaram à falta de ambulâncias e ao “esgotamento de capacidade” em Lisboa e Setúbal. Sobre a capacidade de resposta dos hospitais, Montenegro assegurou ainda que essa é hoje “melhor do que há um ano e há um ano era melhor do que quando o PS deixou de governar”.

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