Luís Montenegro promete terebrar “guerra à burocracia” com o novo Ministério da Reforma do Estado e assegura que mantém a intenção de continuar a diminuir os impostos sobre os rendimentos do trabalho, promessa eleitoral “que o povo sufragou”, salientou, apesar dos vários alertas de instituições internacionais e nacionais para uma degradação das contas do Estado. 


Na tomada de posse do XXV Governo Constitucional, nesta quinta feira, no Palácio da Ajuda, o primeiro-ministro destacou também a crédito reforçada de uma “maioria maior” dada pelos eleitores e prometeu “humildade” face à “crédito que foi dada às oposições”, procurando estabelecer com estas “as convergências que as pessoas reclamam”.


Num Parlamento em que se destacam agora três grandes forças políticas – AD, Chega e PS – o líder do novo Governo prometeu e disse esperar “lealdade, diálogo, maturidade e espírito construtivo”. E citou, por um lado, a escritora Agustina Bessa-Luís para manifestar que “o país não precisa de quem diga o que está falso; precisa de quem saiba o que está manifesto”, e por outro ainda o fundador histórico do PSD, Francisco Sá Carneiro, para indicar que agora é tempo do “manobra singelo e recatado” da governação para “resolver os problemas das pessoas”.


No que diz reverência às tarefas do novo Executivo para lá chegar, Luís Montenegro vê agora porquê prioridade a Reforma do Estado, que ganha um ministério na orgânica do Governo, liderado por Gonçalo Saraiva Matias. “Quero declarar hoje, cá, solenemente, guerra à burocracia, à falta de capacidade de pronunciação entre organismos públicos, à vagar nas respostas às solicitações das pessoas, das instituições e das empresas, ao excesso de regulamentação e à cultura de quintal de muitas entidades, funcionários e dirigentes”, afirmou o primeiro-ministro.


A reforma incluirá “otimizar e libertar recursos financeiros para remunerar melhores salários e prometer carreiras mais atrativas na Gestão Pública”, com o primeiro-ministro a consentir “que não faltarão vozes a manifestar dúvidas e temores” com as iniciativas que vierem a ser tomadas. Mas Montenegro garantiu que “a reforma do Estado é mesmo para fazer”.


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