a d v e r t i s e m e n tO Zimbabué vai reforçar a sua rede eléctrica com mais 400 megawatts (MW), o equivalente a cerca de um quinto da procura actual do país, através de um investimento de 455 milhões de dólares na modernização da central térmica de Hwange.
Segundo a Reuters, o país da África Austral assinou um contrato de concessão de 15 anos com a unidade africana da indiana Jindal Steel, para a remodelação de algumas das unidades envelhecidas da central térmica.
Aprovado pelo Gabinete do Zimbabué em 17 de Setembro, o acordo foi finalizado e assinado em Dezembro, de acordo com o CEO interino da empresa estatal de energia ZESA, Cletus Nyachowe.
“O acordo de 15 anos com a Jindal levará a um aumento na geração de energia, o que adicionará 400 MW à nossa produção nos próximos 48 meses”, afirmou Nyachowe, acrescentando que “o trabalho de reabilitação está previsto para começar no primeiro trimestre de 2026.”
Actualmente, o Zimbabué satisfaz apenas metade da sua procura de 2000 MW de electricidade e sofre cortes prolongados de energia devido à diminuição da capacidade das suas centrais eléctricas.
A central de Hwange, com 1520 MW, a maior do país, foi modernizada em 2023 com o arranque de duas unidades que adicionaram 600 MW. Mas as unidades mais antigas, construídas na década de 1980, estão a funcionar a um terço da sua capacidade devido a avarias.
Já a central hidroeléctrica de Kariba, construída na década de 1960, concluiu uma actualização de 300 MW em 2018, o que aumentou a sua capacidade para 1050 MW. Mas a sua capacidade de geração também diminuiu nos últimos anos devido às secas induzidas pelas alterações climáticas.
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