
Um estudo levado a cabo por investigadores da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, no Brasil, afirma que um novo modelo de Inteligência Artificial consegue identificar traços depressivos em mensagens de voz (conhecidos também como áudios) enviados pelo WhatsApp.
Como conta o site Digital Trends, a equipa de investigadores percebeu que o modelo de Inteligência Artificial consegue identificar depressão em participantes do sexo feminino com 91,9% de precisão, sendo que no caso dos homens a precisão ficou-se nos 75%.
Para tal, só é necessário um áudio do participante a descrever a sua semana. Os sete modelos diferentes de Inteligência Artificial foram treinados com áudios reais e, enquanto alguns tiveram como origem um grupo de controlo, outros foram obtidos por via de áudios enviado de pacientes para os respectivos médicos.
O estudo não estabelece um efeito de causalidade entre o uso de bots de conversação de Inteligência Artificial e o aparecimento de sintomas de depressão. No entanto, verificou-se uma faixa etária onde os sinais exibidos eram mais fortes.
Miguel Patinha Dias com Lusa | 11:52 – 26/01/2026
Quanto à discrepância entre pacientes do sexo feminino e masculino, os investigadores têm a teoria que se deve ao facto de simplesmente terem mais mulheres a participar no estudo do que homens. Dado que mulheres e homens comunicam de formas diferentes, os investidores afirmam que o modelo de Inteligência Artificial ficou naturalmente melhor a identificar sinais de depressão no discurso de pacientes do sexo feminino.
O grupo de investigadores pretende agora alargar os participantes a grupos mais diversificados e idiomas de forma a tornar o modelo de Inteligência Artificial mais imparcial.
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