Os Governos de Moçambique, Maláui, Zâmbia e República Democrática do Congo (RDCongo) assinaram nesta sexta-feira, 19 de Dezembro, um memorando para estender o Corredor Ferroviário de Nacala, localizado na província de Nampula, na região norte de Moçambique, com o objectivo de reforçar a integração regional, facilitar o comércio e garantir uma ligação logística competitiva ao oceano Índico. “Este é o caminho para que o Porto de Nacala se afirme como motor de integração regional e catalisador de desenvolvimento económico partilhado”, disse o ministro dos Transportes e Logística de Moçambique, João Matlombe, durante a 10.ª Reunião do Comité de Gestão do Corredor de Desenvolvimento de Nacala, realizada em Maputo. Segundo uma publicação da Lusa, o encontro contou com a presença dos ministros responsáveis pelos Transportes e Logística dos quatro países signatários. O entendimento prevê o desenvolvimento de uma linha férrea com cerca de 2400 quilómetros, ligando Chipata, na Zâmbia, a Serege, na RDCongo, atravessando o Maláui e Moçambique. “O projecto será um exemplo de cooperação africana e de visão estratégica partilhada. O Porto e o Corredor de Nacala não são apenas infra-estruturas físicas, são símbolos de esperança, progresso e integração regional e representam a oportunidade de mostrar ao mundo que a região pode ser exemplo de cooperação e desenvolvimento económico real”, esclareceu Matlombe. De acordo com o ministro moçambicano, os quatro países devem mobilizar financiamento de forma conjunta e identificar parceiros estratégicos para a construção da linha férrea e das infra-estruturas logísticas associadas ao longo do corredor. “O próximo passo deverá ser a assinatura de um acordo no primeiro trimestre de 2026 que nos permita identificar um parceiro para a construção da linha férrea e das facilidades logísticas ao longo do corredor”, disse Matlombe, considerando que esse momento será “decisivo para transformar a nossa visão em acção e para consolidar a integração regional”. Em Agosto passado, o Presidente da República, Daniel Chapo, destacou o “enorme potencial” do Corredor Logístico de Nacala para dinamizar o comércio em África, enquanto em 2023 o então Presidente Filipe Nyusi assinou acordos com o Maláui e a Zâmbia para intensificar a utilização conjunta desta infra-estrutura, considerada crucial para países sem acesso ao mar.advertisement
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